<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330</id><updated>2011-07-07T18:13:33.355-03:00</updated><category term='copydesk'/><category term='resistência'/><category term='jornalismo'/><category term='Nelson Rodrigues'/><title type='text'>THORPO</title><subtitle type='html'>Jornalista, lutador, escritor, leitor, inventor de abismos...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-3859850992414210641</id><published>2010-01-15T11:59:00.004-02:00</published><updated>2010-01-15T12:12:47.810-02:00</updated><title type='text'>Casoy, isso é uma vergonha...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/S1B2U2VRfYI/AAAAAAAAAjg/HJyLR1X7Hgc/s1600-h/boriscasoy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426967651535650178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/S1B2U2VRfYI/AAAAAAAAAjg/HJyLR1X7Hgc/s320/boriscasoy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muita gente já viu, mas não custa nada usar o blog pra divulgar mais ainda o vídeo. Não é sempre que temos a oportunidade de deixar as coisas tão claras no jornalismo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No "Jornal da Band" do último dia 31, Boris Casoy mostrou sua verdadeira face. Durante o programa, após as felicitações de Ano Novo de uma dupla de garis, o jornalista não percebeu que o microfone estava aberto e falou o que pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...", disse Boris Casoy.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez que ouvirem comentários desse indivíduo a respeito da política nacional ou internacional, tenham em mente quem ele realmente é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1dPiUJB-duQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1dPiUJB-duQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-3859850992414210641?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/3859850992414210641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=3859850992414210641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3859850992414210641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3859850992414210641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2010/01/muita-gente-ja-viu-mas-nao-custa-nada.html' title='Casoy, isso é uma vergonha...'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/S1B2U2VRfYI/AAAAAAAAAjg/HJyLR1X7Hgc/s72-c/boriscasoy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-6338392154430384797</id><published>2009-09-07T20:20:00.011-03:00</published><updated>2009-09-08T01:04:10.560-03:00</updated><title type='text'>O patriota</title><content type='html'>Com seus cabelos castanhos encaracolados e olhar orgulhoso, a pequena garota entra na sala. &lt;div&gt;&lt;div&gt;- Papai, papai. Largue o jornal e olhe como to linda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você é mesmo uma princesa, Laurinha. A menina mais linda que já vi. – responde, com felicidade, Alberto, após colocar o jornal que lia sobre o colo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olha o meu vestido novo. Verdinho, verdinho. Mamãe disse que pareço um passarinho com esse vestido tão verdinho... - rodopiando exibidamente, olhando para o próprio vestido e sorrindo muito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Parece sim, parece que vai voar de tão bonita que está. – adora a filha. Sempre sente uma profunda satisfação quando a vê feliz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Está pronto, amor? Não podemos nos atrasar pro almoço. – fala a esposa, que acaba de sair do quarto, ainda penteando os cabelos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro. Estou pronto há tempos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele se levanta da poltrona e caminha até Isabel, segura delicadamente sua cintura entre as mãos e dá um beijo em sua testa. Em seguida, chega com os lábios bem perto da orelha esquerda da esposa, quase a tocando, e sussurra: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Te amo, Bel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sente um leve e gostoso arrepio. Sorri timidamente (ele adora que, mesmo após dez anos de casamento, ela ainda tenha esse sorriso tímido) e responde:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu também. Você é o melhor marido do mundo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O telefone toca, interrompendo os dois. Laurinha, saltitante, corre para atender enquanto anuncia: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu atendo, eu atendo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A esposa se afasta suspirando. Alberto aguarda, tenso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Papai, é pra você. É do trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele caminha pesadamente até o aparelho e pega lentamente o fone das mãos da filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Alô, major Pontes falando. – Isabel pega a filha pela mão. As duas vão para o quarto e a mãe fecha a porta atrás de si. Do outro lado da linha, uma voz fanhosa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Major, o senhor precisa vir o mais rápido possível. Aquele assunto foi resolvido, precisamos do senhor aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou indo. – um enorme sorriso aparece em seus lábios no momento em que ele coloca o fone no gancho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amor... Bel! Não poderei ir ao almoço, peça desculpas aos seus pais. Trabalho de última hora, preciso ir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas precisa mesmo ir? – a mulher pergunta, com voz de choro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bel, você sabe que sim. Sabe que é meu dever! – dá um beijo na testa da esposa, pega as chaves do carro e sai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dirigindo, não podia deixar de se sentir eufórico. Finalmente pegaram o Ataíde, quem sabe tenham até prendido mais gente do grupo! Será que caiu o aparelho inteiro? Será que pegaram também a esposa do Ataíde? Devia ter perguntado! Com a esposa junto, tudo seria mais fácil. O cara deve ser duro, mas Alberto (ou melhor, major Pontes) queria ver quanto tempo Ataíde agüentaria ver a própria esposa sendo torturada e estuprada na sua frente sem dar mais nomes, sem entregar outras células. Mas e se a esposa conseguiu fugir? Aí será foda. Alguns desses caras são realmente resistentes. Aquele loiro cabeludo estudante de história, por exemplo, não delatou ninguém mesmo depois de ter uma das bolas esmagadas. Deviam ter dado antibióticos pra ele, mas o largaram lá na cela e acabou morrendo. Burros, não sabem fazer as coisas como devem ser feitas. Por isso o chamam, ele nunca mata nenhum desses comunistas se não for preciso. Conseguiu manter até mesmo aquela negra com o feto morto dentro da barriga pelo máximo de tempo possível sem a matar. O segredo é ser íntimo dos médicos, trabalhar junto deles. Mas tem gente que não entende isso, acha que basta sair batendo, dando choques, quebrando ossos e tudo se resolve. Por isso é que chamam ele, porque ele é bom no que faz. Dor e desespero, tem que se saber as medidas certas. Major Pontes tem muito orgulho do seu trabalho, de sua família e de ser brasileiro! Será um belo sábado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWdGTdQWHI/AAAAAAAAAjU/iiNY2OSgM0A/s1600-h/doicodisoniamariaangeljones.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 318px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378878061591681138" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWdGTdQWHI/AAAAAAAAAjU/iiNY2OSgM0A/s320/doicodisoniamariaangeljones.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcyCtvExI/AAAAAAAAAjE/i8qUrq-U5xE/s1600-h/doicodimariareginalobo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 196px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378877713500017426" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcyCtvExI/AAAAAAAAAjE/i8qUrq-U5xE/s320/doicodimariareginalobo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcx84vPFI/AAAAAAAAAi8/angMnCUO-1s/s1600-h/doicodijoaquimalencardeseixas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 167px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378877711935552594" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcx84vPFI/AAAAAAAAAi8/angMnCUO-1s/s320/doicodijoaquimalencardeseixas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcxdLkVvI/AAAAAAAAAi0/-pfP6PqXqRk/s1600-h/doicodiemmanuelbezerra.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 188px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378877703424595698" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcxdLkVvI/AAAAAAAAAi0/-pfP6PqXqRk/s320/doicodiemmanuelbezerra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcxCnf1mI/AAAAAAAAAis/Yfzmu2A_kzs/s1600-h/doicodiantoniobicalholana.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 191px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378877696293983842" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWcxCnf1mI/AAAAAAAAAis/Yfzmu2A_kzs/s320/doicodiantoniobicalholana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Neste sete de setembro, que se fodam os desfiles militares e todas as bandeiras hasteadas sem reflexão. Homenageemos os revolucionários, os "subversivos", ou seja, os homens comuns que largaram o conforto para lutar contra os que fazem desse país uma máquina de moer gente. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não há mais a ditadura militar. Mas isso não significa que ela seja algo do passado. Convivemos ainda hoje com muitos de seus efeitos que sobrevivem nas mais diversas áreas. E não podemos, como muitos querem, deixar que nossa indignação seja subjugada pelo esquecimento.&lt;br /&gt;Dentro da humanidade se oculta a mais terrível monstruosidade. Saber disso, que o torturador e o pai de família são o mesmo homem, dá o que pensar. Traz a medida certa da importância de nos posicionarmos politicamente para evitar que as condições sociopolíticas que transformam homens em monstros sejam criadas e/ou mantidas.&lt;br /&gt;Por isso tudo é que essas feridas não devem cicatrizar...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-6338392154430384797?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/6338392154430384797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=6338392154430384797&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6338392154430384797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6338392154430384797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2009/09/o-patriota.html' title='O patriota'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SqWdGTdQWHI/AAAAAAAAAjU/iiNY2OSgM0A/s72-c/doicodisoniamariaangeljones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-6032359505063953416</id><published>2009-09-03T22:30:00.001-03:00</published><updated>2009-09-03T22:32:55.418-03:00</updated><title type='text'>Era das utopias</title><content type='html'>Boa alternativa no horário do Jornal Nacional: &lt;a href="http://www.tvbrasil.org.br/eradasutopias/#era"&gt;Era das Utopias&lt;/a&gt;, uma série, do &lt;span&gt;cineasta Silvio Tendler, que estreou na Tv Brasil dia&lt;/span&gt;&lt;span&gt; 31 de agosto, às 20h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_odwuURVJk4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_odwuURVJk4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-6032359505063953416?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/6032359505063953416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=6032359505063953416&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6032359505063953416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6032359505063953416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2009/09/era-das-utopias_03.html' title='Era das utopias'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-3843913275920961251</id><published>2009-06-28T12:40:00.002-03:00</published><updated>2009-06-28T12:47:18.988-03:00</updated><title type='text'>O militante (por Negri e Hardt)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SkeQLRWeurI/AAAAAAAAAdg/awKVj4bEi5s/s1600-h/hardt-negri1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352405205463775922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SkeQLRWeurI/AAAAAAAAAdg/awKVj4bEi5s/s320/hardt-negri1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SkeQLELyABI/AAAAAAAAAdY/6MIO4gt5gp8/s1600-h/asem-summit-black-crowd.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352405201929240594" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SkeQLELyABI/AAAAAAAAAdY/6MIO4gt5gp8/s320/asem-summit-black-crowd.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Na era pós-moderna, enquanto a figura do povo se dissolve, o militante é o que melhor expressa a vida da multidão: o agente de produção biopolítica e de resistência ao Império. Quando falamos de militante, não estamos pensando em nada parecido com o triste, ascético agente da Terceira Internacional, cuja alma estava profundamente permeada de razões de estado soviéticas, da mesma maneira que a vontade do papa estava cravada nos corações dos cavaleiros da Companhia de Jesus.”&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;“Hoje, depois de tantas vitórias capitalistas, depois que as esperanças socialistas murcharam em desilusão, e depois que a violência capitalista contra o trabalho foi solidificada sob o nome de ultraliberalismo, por que essas instâncias de militância ainda surgem, por que as resistências se aprofundam, e por que a luta reemerge continuamente com novo vigor? Deveríamos dizer, de imediato, que essa nova militância não repete simplesmente as fórmulas organizacionais da velha classe operária revolucionária. Agora o militante não pode sequer fingir ser um representante, mesmo das necessidades humanas fundamentais dos explorados. A militância política revolucionária hoje, ao contrário, precisa redescobrir o que sempre foi sua forma própria: atividade não representativa, mas constituinte. A militância atual é uma atividade positiva, construtiva, inovadora. Esta é forma pela qual nós e todos aqueles que se revoltam contra o domínio do capital nos reconhecemos como militantes. Militantes resistem criativamente ao comando imperial.” (...) “Essa militância faz da resistência um contrapoder e da rebelião um projeto de amor.”&lt;br /&gt;“Há uma lenda antiga que pode servir para iluminar a vida futura da militância comunista: a de São Francisco de Assis. Examine-se a sua obra. Para denunciar a pobreza da multidão ele adotou essa condição comum e ali descobriu o poder ontológico de uma nova sociedade. O militante comunista faz o mesmo, identificando na condição comum da multidão sua enorme riqueza. Francisco, em oposição ao capitalismo nascente, recusou todos os instrumentos de disciplina, e em oposição à mortificação da carne (na pobreza e na ordem constituída) propôs uma vida de alegrias, incluindo todos os seres e a natureza, os animais, a irmã lua, o irmão sol, as aves do campo, os humanos pobres e explorados, juntos contra a vontade de poder e corrupção. Mais uma vez na pós-modernidade, encontramo-nos na situação de Francisco, propondo contra a miséria do poder a alegria do ser. Esta é a revolução que nenhum poder controlará – porque o biopoder e o comunismo, a cooperação e a revolução continuam juntos, em amor, simplicidade e também inocência. Esta é a irreprimível leveza e alegria de se ser comunista.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;em&gt;Trechos finais do livro&lt;/em&gt; Império&lt;em&gt;, de Antonio Negri e Michael Hardt&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-3843913275920961251?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/3843913275920961251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=3843913275920961251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3843913275920961251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3843913275920961251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2009/06/o-militante-por-negri-e-hardt.html' title='O militante (por Negri e Hardt)'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SkeQLRWeurI/AAAAAAAAAdg/awKVj4bEi5s/s72-c/hardt-negri1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-1952068603174303151</id><published>2009-04-10T11:52:00.003-03:00</published><updated>2009-04-10T12:03:41.111-03:00</updated><title type='text'>Cervejas, cigarros e a velha raça humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/Sd9dooAeRHI/AAAAAAAAARM/yEEkl3VHNYM/s1600-h/b%C3%AAbados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323076237090767986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/Sd9dooAeRHI/AAAAAAAAARM/yEEkl3VHNYM/s320/b%C3%AAbados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duas ou três horas? Não sei há quanto estamos aqui nessa mesa engordurada, bebendo essas cervejas geladas nessa noite abafada... Quando cheguei, ainda tava claro; não tenho relógio e não vou tirar o celular do bolso pra ver as horas, aliás, qual o motivo de estar pensando no tempo? Ela chegou, perguntou se não tinha cadeira e um amigo levantou e pegou uma numa mesa próxima, mas quando ele foi ao banheiro ela tomou a cadeira na qual ele estava e se sentou ao meu lado. Reclamava da faculdade, dos professores, dos idiotas dos colegas, da mãe que não a deixava em paz, do namorado que não queria fazer ménage, de que já estava ficando sem cigarros e volta e meia, entre uma reclamação e outra, colocava a mão esquerda na minha coxa direita e falava alguma besteira e sorria. Tinha uma bunda grande e bonita, um rosto mais ou menos e uma barriguinha a mais do que devia ter... Reclamava, reclamava, colocava a mão e sorria.... Ah, também pedia cigarros, eu não fumo cigarro, pedia pros outros, pra qualquer um, pra todos. Ela parecia nunca ter cigarros, mas sempre querer fumar. Foi ao banheiro, que merda ser mulher e ter que ir ao banheiro de um pé sujo como esse, imundo, fedido, com a porta sem tranca... Quando voltou, ficou em pé atrás de mim com as mãos nos meus ombros fazendo uma massagem chata e repetitiva. Chega um sujeitinho meio gordo, de cabelo raspado, que vive fazendo barulho por causa de políticas estudantis: “vote na chapa dois” ou “vote na chapa um”, sei lá. Senta-se no lugar vago, ao meu lado. Ela pára com a massagem nos meus ombros: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Porra, esse é meu lugar, Tavinho. Pegue outra cadeira pra você. – ele sorri, sem graça, se desculpando, levanta, pega outra cadeira e a coloca grudada na dela. Fica, então, falando das eleições do C.A. do curso de comunicação, dos artigos que escreve sei lá pra onde... Figurinha bizarra, a cada afirmação olha pra garota e tenta descobrir se ela o aprova. Ele quer que sua chapa seja eleita, provavelmente no futuro será vereador, deputado ou tesoureiro de algum partido tão bizarro e mesquinho quanto ele. Me conhece, pelo jeito, pois tenta puxar assunto falando sobre os rumos da esquerda e coisa e tal. Sorrio sem vontade, ao menos acho que sorrio, mas não respondo. Então, desiste de falar comigo e passa a falar alto, pra todos na mesa, sempre sorrindo e buscando a aprovação da garota. Só que ela ta com a mão na minha perna e submersa em pensamentos chatos e ainda murmurando coisas sobre a mãe ou o namorado. Não ouço nenhum dos dois, bebo lentamente minha cerveja, jogo um pouco de sal na mão e lambo... Vou mijar e, quando volto, um amigo está gritando, ameaçando o futuro vereador ou tesoureiro. Briga de bêbado é sempre chata. Ainda quero beber mais, então nada de briga. Entro no meio, peço pro meu amigo se sentar e empurro o outro fulano fazendo-o se sentar. Ele olha pra mim e grita:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hei, camarada, não precisava empurrar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É, não precisava. – bebo minha cerveja e a garota novamente enche meu copo e dá um gole antes de devolvê-lo. Meu amigo ainda quer briga. Eu não. Quero beber. Então falo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cara, deixa quieto, vamos beber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas esse Tavinho é muito chato, chega aqui na mesa e quer monopolizar a conversa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Deixa ele, vamos beber – olho pro tal Tavinho e proponho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você não vai mais monopolizar as conversas, não é? Você quer só beber numa boa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Claro, quero beber e conversar, teu amiguinho que é muito esquentado. - meu “amiguinho esquentado” quase se levanta novamente, mas meu irmão ta lá ao lado e pede pra ele ficar tranqüilo. O garçom velho e cansado traz batatas fritas e lingüiça calabresa com cebolas, todos comem, alguns se levantam, fingem fazer contas e jogam alguma quantidade de dinheiro na mesa, se despedem, beijos, apertos de mãos, tapinhas nas costas. Ficamos no bar, eu, meu irmão, dois amigos, o vereador/tesoureiro e ela. Kafka, jazigos perpétuos, a loirinha de piercing que faz publicidade e cheira muito pó, a morena que já chupou a todos, as FARC, povoam nossas conversas. O bar vai fechar, pagamos a conta, vamos pro boteco menor que ainda está aberto do outro lado da rua. Mais cerveja. Ela pede cigarro, ninguém mais tem, Tavinho se levanta pra ir comprar na padaria ao lado, volta sorrindo e enquanto a garota fuma, fica debruçado sobre ela, falando palavras moles. Ela me olha pedindo socorro. Sorrio, na verdade não devo ter sorrido, acho que to muito desanimado pra sorrir, e continuo conversando com meu irmão. Ela se vira pra mim e dá as costas ao tesoureiro, pega meu copo e bebe, depois coloca mais cerveja. Falo uma ou duas coisas, besteiras sem importância, pros meus amigos e pro meu irmão e de repente o fulaninho se levanta gritando:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Prepotente! Você é um prepotente do caralho. – ai, que saco, lá vai ele arrumar briga com meu amigo, dessa vez vou deixar rolar, não tenho mais energia pra separar. Mas aí vejo que ta todo mundo olhando pra mim... Então eu sou o tal “prepotente do caralho”. É, deve ser isso:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que disse? – quando perguntei, ele parou um instante, olhou pra mim e depois pra garota e pros meus amigos e me apontou o dedo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Prepotente! Acha que é quem? – gritou, meio esganiçado e cuspindo involuntariamente... É estranho como essas coisas acontecem, não é? De um segundo pro outro nossas veias saltam, sentimos o rosto queimar e o suor escorrer e estamos prontos para saltar sobre alguém e lhe arrancar dentes, ou até fazer pior que isso. Quando percebi, o estava segurando pelo pescoço, torcendo para que tentasse me dar um soco, mas no mesmo instante meu irmão me puxou e os dois amigos se colocaram entre nós. Sentei e bebi meio copo de cerveja, enquanto isso meu irmão tentava convencer o infeliz a ir embora, mas ele devia achar que seria humilhação demais sair agora, mesmo estando assim tremendo como estava; o homem é bicho engraçado e por vezes o medo de ser humilhado é maior que o medo de um traumatismo craniano... Vinte minutos depois ele dizia para bebermos mais que seria por conta dele, que homens como nós não deveriam nunca agir assim, que estava arrependido e que isso era coisa da bebida... Bebemos por mais uma hora, uma hora e meia, não sei. Ele falava e sorria e falava e nem mais tremia, eu o olhava nos olhos, ele desviava o olhar, pedia mais uma cerveja, acendia mais um cigarro... Me levantei, puxei a garota pelo braço:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vamos lá pra casa. – quando me ouviu, ela sorriu e me abraçou, a afastei de leve e a segurei pela cintura e fomos andando, ela ao meu lado e eu com a mão em sua grande e bela bunda. Eu nem tava afim da garota, mas a fodi a noite inteira... Sei lá, vai ver sou mesmo um “prepotente”... O homem é um bicho engraçado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-1952068603174303151?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/1952068603174303151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=1952068603174303151&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/1952068603174303151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/1952068603174303151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2009/04/cervejas-cigarros-e-velha-raca-humana.html' title='Cervejas, cigarros e a velha raça humana'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/Sd9dooAeRHI/AAAAAAAAARM/yEEkl3VHNYM/s72-c/b%C3%AAbados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-8633407263453620065</id><published>2009-02-12T13:26:00.001-02:00</published><updated>2009-02-12T13:28:46.247-02:00</updated><title type='text'>Cicatrizes urbanas, massa de gente e de luz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SZRACzYIMcI/AAAAAAAAAQo/p97rSu5H8jk/s1600-h/luz+rj.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301933078217241026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SZRACzYIMcI/AAAAAAAAAQo/p97rSu5H8jk/s400/luz+rj.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...desde garotinha vi que era assim, tudo meio névoa, meio fábula. Vestidinhos feitos em casa, babadinhos, bordados, mamãe fazia vestidinhos lindos que eram orgulho meu e das primas. Tinha um branquinho que quando eu usava era pomba voando pela rua de terra e era um tal de “vai sujar a roupa, menina, pára de correr!”; correr nada, voar, mas ninguém entendia, ninguém nunca entende névoa e fábula. “Vem aqui, você ta linda assim de branco”; e era mão na cintura, na perna, no bumbum, é, eu dizia “bumbum”. E ele encostava as coisas em mim e suava aquele cheiro insuportável de cachaça e fumo de corda e eu não sentia nada, nem medo, nem tristeza, nem nada... acho que não, acho que não sentia e queria era voar, ser pomba e ser fada. E tinha a missa, o padre e o incenso que trazia aquele mundo de fumaça e de anjos, mas ninguém entende de anjos-no-incenso, e tinham aquelas velhas de preto e de véu rezando com um ódio que só as velhas de preto conhecem, e a missa era tão mais delas que dos anjos... E a escola... na escola tinha a professora tão linda e tão boa, mas tinha muito mais, tinha o suficiente pr’eu voar pra longe. E chegando aqui, eram só luzes e carros, e tudo tão grande e eu tão pequena; São Paulo era massa de luz, de gente e de fumaça-sem-anjos. A noite era sempre mais bonita e brilhante, mas amanhecia e tudo era cinza e pichado. Mas desde sempre acho que as pichações têm lá sua dignidade, são respostas mais que justas de moleques esmagados, são não só o grito de “existo”, mas também ataques a quem os esmaga, são cicatrizes que deixam na cidade, pra mostrar que a luz dela é falsa e que muita gente chora em cada beco. Elas são o que de mais digno existe em São Paulo... mas não são névoa nem fábula, são gritos de dor e de guerra. To tão cansada, não havia espaço pra voar no interior de minas, na minhinfância perdida, e nem há vôo aqui na cidade grande, aqui ninguém voa e pomba é bicho odiado, é rato que voa e que caga em cabeças e calçadas, como se todos não fossem ratos cagões em cidades como São Paulo. E é sempre assim: “mina, senta aqui comigo que te pago uma breja”, “mina, você é tão linda, quer um doce, quer um baseado?”, “quer ir ao meu apê?”, e é suor com cheiro de perfume e é olhar de pegue-um-táxi-e-não-me-ligue e é gente de bem, com faculdade, com dinheiro que bate, que cospe e que fode. E ninguém sabe voar, tão todos tão presos e ocupados em prender que ninguém tem olhos pros olhos do outro. E to tão cansada e daqui de cima, tudo até que vira fábula, os carros tão pequenos lá embaixo formam esses rios de luzes vermelhas e amarelas e cada uma dessas janelinhas aqui nos prédios parece estrela... e se agora da minha janela eu voasse, ninguém iria notar, mas entre estrelas e rios de luzes tudo seria névoa e fábula...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-8633407263453620065?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/8633407263453620065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=8633407263453620065&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/8633407263453620065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/8633407263453620065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2009/02/cicatrizes-urbanas-massa-de-gente-e-de.html' title='Cicatrizes urbanas, massa de gente e de luz'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SZRACzYIMcI/AAAAAAAAAQo/p97rSu5H8jk/s72-c/luz+rj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-8117766896546686735</id><published>2009-01-30T01:45:00.004-02:00</published><updated>2009-02-02T15:42:35.056-02:00</updated><title type='text'>Hélio Gracie</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SYJ4zm-6LII/AAAAAAAAAQI/3LZrL-cxtjE/s1600-h/h%C3%A9lio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296928939774192770" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 140px; height: 200px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SYJ4zm-6LII/AAAAAAAAAQI/3LZrL-cxtjE/s200/h%C3%A9lio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Morreu Hélio Gracie, o criador do Jiu Jitsu brasileiro, comprovadamente a arte marcial mais eficiente que existe. Ele foi um homem que das suas fraquezas gerou uma força até então inimaginável. Se fosse fisicamente forte, não teria tido motivos para desenvolver todas as técnicas de alavancas que permitem que o menor e mais fraco subjugue o adversário. E o Jiu Jitsu Gracie é mais do que um complexo sistema de combate, é uma ferramenta de formação de caráter que mudou pra melhor a vida de muitas pessoas, inclusive a minha. Devo muito ao Mestre Hélio, que indiretamente, por meio da arte que criou, me ajudou a ser mais forte, calmo, disciplinado, persistente, resistente e corajoso. Minhas lutas pessoais, sociais, revolucionárias são também reflexo do que aprendi com as experiências que tive e tenho no tatame. Me despeço aqui do nosso Grande Mestre, e deixo meu profundo sentimento de gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, posto uma entrevista do mestre Rickson Gracie, para o &lt;a href="http://www.tatame.com.br/2009/02/01/Rickson-Gracie"&gt;site da revista Tatame,&lt;/a&gt; na qual fala sobre a morte de seu pai, Hélio, e a expectativa em relação ao desempenho de seu filho, Kron, (abraçado a ele na foto abaixo) no Campeonato Europeu de Jiu Jitsu que está acontecendo nesse final de semana, em Portugal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SYXhRL-MRVI/AAAAAAAAAQQ/cFilWPHLHYE/s1600-h/ricksonkronta0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 310px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SYXhRL-MRVI/AAAAAAAAAQQ/cFilWPHLHYE/s320/ricksonkronta0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297888222058923346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Nos bastidores do segundo dia do Europeu de Jiu-Jitsu, que acontece em Lisboa, Portugal, Rickson Gracie passou todo o tempo cochichando ao pé do ouvido de seu filho, Kron, que se prepara para entrar em ação hoje na disputa do peso. Em conversa com a TATAME, Rickson falou sobre a expectativa para o desempenho do filho, que não luta desde o Mundial 2008, nos Estados Unidos, e comentou a morte de seu pai, o Mestre Hélio Gracie, na última semana. Confira abaixo o bate-papo com Rickson em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Como você reagiu à notícia da morte do seu pai?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Em primeiro choque, por estar aqui de longe fazendo trabalho, vem aquele sentimento de perda da parte física, da companhia, do sorriso, do abraço... A gente chora um pouquinho, mas, passando essa onda imediata de surpresa e de uma dor bem terrena, vendo em uma perspectiva mais geral, a gente vê que o nosso grande Mestre fez a volta toda do círculo. Ele não só viveu 95 anos com saúde, como até mais ou menos uns cinco dias atrás, ele nunca tinha entrado em um hospital. Ele deixou um legado, um tesouro, completou todos os sonhos que ele tinha na cabeça, tanto pra ele quanto ver os filhos dele envolvidos. Ou seja, ele teve uma vida que só se pode agradecer. Quisera eu um dia chegar lá. Então não é uma coisa chocante, a gente tem que esperar que isso aconteça um dia, ninguém vive para sempre.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Então, dentro dessa naturalidade um pouco mais espiritual, eu acho que agora ele se transformou realmente, se liberou daquele corpinho velho e cansado que ele estava, e agora ele vai estar aí vendo o neto lutar, vai estar impulsionando e desenvolvendo, dentro de uma forma espiritual, essa continuidade desse compromisso que nós, que amamos o Jiu-Jitsu, temos pra levar à frente. Então é uma coisa que é só amor, é só felicidade, agradecimento. É continuar nossa vida e mantê-lo vivo através do nosso Jiu-Jitsu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Como você se sentiu em não poder estar presente ao seu funeral?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Me senti feliz de pelo menos estar aqui trazendo o neto dele para o que ele sempre amou e sempre fez. Se eu estivesse em uma festa nas Bahamas, se estivesse passeando de férias, eu ia estar realmente entalado, com um palito entalado na garganta. Mas, diferente disso, eu sei que ele saiu de lá e veio pra cá. Então é uma coisa que eu estou sabendo que ele está feliz, está dançando no céu com a família e os amigos que já se foram e está apreciando toda essa festa aqui, como ele gosta de ser lembrado, em cima de uma festa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Como o Kron reagiu à morte do Hélio? Como espera que ele se saia no Europeu?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Evidentemente ele é um garoto, não tem a mesma evolução espiritual para entender uma partida, ele realmente sentiu muito, mas ele está muito bem treinado, muito bem focalizado e está sabendo que para representar, para dignificar e para tentar dar essa medalha pro avô, ele vai ter que recrutar todo o foco, toda calma, toda paz, toda serenidade e técnica que ele tem. Eu acredito que ele vai colocar tudo isso junto e vai ser um bom adversário pra qualquer um que esteja na frente dele, mas não se pode antecipar nada, pois a luta a gente resolve depois que bate o gongo. Estou aí por ele, vamos ver. Ele está bem preparado. Só estou ajustando cada vez mais preciso do que ele sabe fazer, mas isso desde garotinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Quais são os seus planos para 2009?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Os primeiros seis meses farei seminário pelo mundo, EUA, Japão etc. E no segundo semestre eu continuo fazendo em todo o Brasil, &lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, Minas Gerais, Florianópolis etc. Vou continuar nessa sequência, porque vejo que o meu serviço não se enquadra mais dentro de uma bandeira. Vejo que eu, como uma referência do Jiu-Jitsu, com tantos admiradores e tantas pessoas que querem aprender o meu Jiu-Jitsu, estou compromissado a elevar o nível, compromissado a trazer uma visão completa do Jiu-Jitsu, que também não é só competição. Tem uma parte psicológica, que eu acho que é a formação do homem através do Jiu-Jitsu. E é baseado nesse serviço que eu vou me empenhar o resto da minha vida. Tenho uma luz dentro de mim que realmente começou a brilhar a partir do momento que eu me aposentei das lutas e estou me dedicando a servir através do Jiu-Jitsu. Isso é uma coisa que só está me dando alegria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Qual a mensagem que você manda para os fãs após a morte de seu pai?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Para os fãs que competem ou que lutam e praticam o esporte, que continuem praticando, pois o professor vai estar vivo dentro do quimono de vocês. Para os fãs e amigos que não praticam, podem ter a certeza que o grande Mestre viveu uma vida feliz e completa, e que esse amor é exatamente a razão de toda a nossa existência. Acho que ele simplesmente saiu do corpo, mas Helio Gracie sempre foi e sempre vai ser o criador do Brazilian Jiu-Jitsu, o cara que realmente fez a diferença e que é a expressão máxima do que a gente faz hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-8117766896546686735?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/8117766896546686735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=8117766896546686735&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/8117766896546686735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/8117766896546686735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2009/01/helio-gracie.html' title='Hélio Gracie'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SYJ4zm-6LII/AAAAAAAAAQI/3LZrL-cxtjE/s72-c/h%C3%A9lio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-2133470189941666619</id><published>2008-10-06T11:57:00.000-03:00</published><updated>2008-10-06T11:58:30.107-03:00</updated><title type='text'>Insônia e suor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto dessas noites quentes. Gosto dessa minha insônia bêbada e exausta, desse suor que nunca seca completamente – o corpo grudando no lençol. Camila, agora tão calma, com a luz do abajur iluminando sua bunda e suas coxas, dorme muda e linda, como era de se esperar. Há bem pouco, gritava, mordia e chupava como se isso fosse tudo o que existia, todo o possível, tudo o que se poderia tirar de uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tupã morreu depois de se arrastar por meses, sua coluna foi virando quase que um ponto de interrogação; Rani chorou uma noite toda, vomitou sangue, cagou uma água negra e, de olhos arregalados, deixou de respirar; Wall sumiu, saiu pra nunca mais voltar... e é tão estranho pensar que nunca vou saber o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse tomar banho, pra tirar esse suor e esse cheiro de buceta e de saliva do meu corpo, eu relaxaria, a insônia acabaria e eu só iria acordar quando a vontade de mijar vencesse o sono. Mas aí, eu desmancharia isso tudo, essa noite quente e pesada, essa bunda e essas coxas morenas iluminadas pela luz fraca e amarelada do abajur que faz tudo parecer irreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio Arthur, quando vinha pra almoçar nos finais de semana, pedia pra eu prender o Wall no quintal. Cara escroto, na minha casa, comendo a comida que a minha mãe preparava, e ainda mandava o coitado do Wall pra fora. Naquela tarde, bebeu tanto que eu sabia que uma hora ele iria dizer alguma provocação, como sempre, e eu poderia finalmente fazer o que queria. Mas ele estava feliz, tinha ganhado uns reais no jogo do bicho e só falava gentilezas pra minha mãe e contava piadas pro meu pai. Eu assistia a tudo e torcia para que a bebida o levasse a falar qualquer besteira, por pequena que fosse. A tarde acabou e ele pegou as chaves do carro e a carteira que tinha deixado em cima da cristaleira – nenhuma provocação, nenhuma piada de mal gosto... eu o acompanhei até a porta e cuspi no meio daquela testa brilhante: “Você ficou maluco, moleque?”, dei três socos, os dois primeiros na cara, o terceiro no ar porque ele já estava caído. Seu nariz sangrava muito, cada vez mais, e ele gemia e minha mãe gritava, ele gemia, ela gritava... não sei bem o que aconteceu depois, lembro só de tocar o interfone da Patrícia e de que trepei muito naquela noite e acabei dormindo no apartamento dela por cinco dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está amanhecendo. A luz que entra pela janela estraga tudo e eu nem me sinto mais tão bêbado, o vento leve também vindo da janela invade o quarto e batendo no meu corpo suado me desperta. Todos esses carros, que a essa hora já estão indo e vindo, buzinando, acelerando e freando, todas essas pessoas com pressa, sempre atrasadas, todo esse barulho e movimento lá fora, nas ruas, tudo isso me deixa cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wall ficava amarrado pelo pescoço, no quintal de casa. Tio Arthur se sentava à mesa, contava piadas e bebia cerveja. Os dois saíram de casa e não voltaram. Um dia, o Wall sumiu e ninguém da vizinhança soube dizer nada que ajudasse a encontrá-lo. Tio Arthur, depois daquela tarde, também não voltou, mas não sumiu, continuou jogando no bicho, bebendo cerveja, mas passou a almoçar na casa de um amigo da sinuca. Morreu com um tiro na cara, um ano depois. Parece que reagiu a um assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela murmura ou geme por causa do frio, sua bunda morena está arrepiada, tenta se cobrir, mas puxo o lençol e não deixo. Ela se encolhe toda, mas não acorda... Saber que lá fora existem tantos carros indo e vindo, tantas pessoas apressadas buzinando, tanto barulho e movimento me deixa realmente muito cansado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-2133470189941666619?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/2133470189941666619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=2133470189941666619&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/2133470189941666619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/2133470189941666619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/10/insnia-e-suor.html' title='Insônia e suor'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-6068305384987501776</id><published>2008-09-04T16:01:00.006-03:00</published><updated>2008-09-04T17:47:42.194-03:00</updated><title type='text'>O Século de Sartre (parte final): A verdadeira face de Bernard-Henri Lévy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SMA0LSSkh9I/AAAAAAAAAPE/zt0gZuM-jxI/s1600-h/levy2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SMA0LSSkh9I/AAAAAAAAAPE/zt0gZuM-jxI/s320/levy2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242247334752192466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;      A grande questão para Lévy neste livro é, como já disse, seu ataque ao pensamento revolucionário. Ele “releva” os “deslizes” de Sartre (seu apoio ao comunismo, sua defesa da revolução) e os atribui uma ingenuidade comum naquele momento histórico, a uma decadência intelectual e a uma confusão mental que imagina ou finge imaginar no filósofo. Mas ele só “releva” isso, justamente pra apontar que são deslizes, que homens responsáveis não apóiam uma revolução, ou melhor: nem acreditam em revoluções:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“As revoluções mais bárbaras não são as revoluções fracassadas, mas as que chegaram a seu termo; quanto mais vitoriosa a revolução, mais funesta e criminosa ela é... Sartre, enfim, por definição, não sabe nada disso.”&lt;/span&gt; (Lévy, op. cit., p. 412).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que seria da liberdade de pensamento que Lévy tanto diz proteger se, por exemplo, o ocidente não houvesse passado pela Revolução Francesa? Ou, pensemos assim: se com todo o enfrentamento que recebeu, o capitalismo já é como é, uma máquina de moer gente, imaginemos como seria sem seus questionadores, sem os revolucionários que deram e dão suas vidas para combatê-lo? Mas, pelo visto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lévy, enfim, por definição, não sabe nada disso&lt;/span&gt;. Que tipo de pensador afirma existir uma “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nocividade intrínseca da própria idéia de revolução&lt;/span&gt;” (ibid)? Respostas possíveis: um pensador que se faz porta-voz da mentalidade burguesa; um ingênuo acomodado que acredita na filantropia, na bondade da classe dominante; um autista político que crê que os opressores, sem violência, sem enfrentamento, entregarão seu poder e compartilharão suas riquezas; um reacionário que considera que na manutenção do sistema está a verdadeira felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Uma coisa é se portar como Camus e se negar a aceitar os tremendos sacrifícios impostos por uma vanguarda revolucionária em nome de um futuro possível; ou como Debord, que tão grandemente, alucinadamente e artisticamente defende a Revolução em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sociedade do Espetáculo&lt;/span&gt;, mas ao mesmo tempo acusa a ditadura burocrática soviética e a considera tão vil quanto o capitalismo; ou como Deleuze, que sabe que só da revolta com o presente se pode lutar pela construção de um futuro digno, mas que combate todos os tipos de opressão e sabe que não se pode combater o fascismo aprisionando o pensamento dos homens; ou como Foucault, para quem a “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;única garantia de liberdade é a própria prática da liberdade&lt;/span&gt;” (1984: 245); ou como Negri, que acredita no poder da multidão e não no do Estado repressor. Outra coisa é se portar tão pequenamente, tão burguesamente, quanto o autor d’&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Século de Sartre&lt;/span&gt;. Ser a favor da Revolução, não é ser a favor do stalinismo. Ser a favor de um socialismo, um sistema capaz de colocar como seu centro a própria sociedade, a dignidade humana, que luta para que todos tenham as mesmas condições de possibilidade de se desenvolver, ser a favor desse tipo de idéia, definitivamente não é o mesmo que ser a favor do gulag.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas o autor da biografia aqui analisada não é mesmo simpático aos homens que decidem lutar. Ele assumidamente sente é saudades do “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dandismo amável&lt;/span&gt;” (op. cit., p. 501) do jovem Sartre; pobre Lévy. Como se o primeiro Sartre tivesse se deixado contaminar pelo vírus do marxismo e a partir de então, doente, só cometesse equívocos e não como se o amadurecimento do autor o levasse a pensar no outro, a romper com sua antiga visão de mundo e se engajar na luta pelos sem voz, como se seu período de confinamento no campo nazista de prisioneiros não o tivesse feito enxergar o sofrimento alheio - e uma vez o tendo visto, nunca mais conseguiu ignorá-lo. Toda a evolução sartriana em direção a um pensamento para o outro, para a justiça, em prol e ao lado dos esfarrapados do mundo é reduzida, por Bernard-Henri, a um deslize intelectual que teria levado o velho filósofo a se igualar à ingenuidade de pensamento do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autodidata&lt;/span&gt; (personagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Náusea&lt;/span&gt;). Quanto mais Sartre evoluiu, quanto mais leu, viu, sentiu, viveu, mais se engajou, mais se tornou revolucionário. Errou algumas vezes sim, como todos estamos fadados a errar, mas errou com a coragem de quem sempre tornou seu pensamento público, errou para o mundo, sem medo de julgamentos. Sabia que assumir publicamente todas as suas idéias trazia uma enorme e pesada responsabilidade e viveu intensamente cada escolha, cada palavra, cada atitude. Viveu pela liberdade, não apenas a sua, mas a dos outros. Em determinados momentos, se alinhou com regimes que em nome da liberdade, paradoxalmente, tiraram a liberdade dos homens, mas sempre se manteve aberto para rever suas posturas. Sim, por vezes o filósofo engajado errou. Mas acertou também, e muito, como o próprio Lévy admite. Mas a questão é que acertou muito além do que Lévy admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pra terminar, pensando na postura de Bernard-Henri Lévy e tentando enxergar sua verdadeira face escondida atrás da máscara de intelectual e bom escritor, fiquemos com as palavras de um homem que fez de sua vida uma luta pela liberdade, um brasileiro que uniu teoria e práxis e foi expulso de sua terra por isso, Paulo Freire:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Os que inauguraram o terror não são os débeis, que a ele são submetidos, mas os violentos que, com seu poder, criam situação concreta em que se geram os demitidos da vida, os esfarrapados do mundo” (...)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Para os opressores, porém, na hipocrisia de sua ‘generosidade’, são sempre os oprimidos, que eles jamais obviamente chamam de oprimidos, mas, conforme se situem, interna ou externamente, de ‘essa gente’ ou de ‘essa massa cega e invejosa’, ou de ‘selvagens’, ou de ‘nativos’, ou de ‘subversivos’, são sempre os oprimidos os que desamam. São sempre eles os ‘violentos’, os ‘bárbaros’, os ‘malvados’, os ‘ferozes’, quando reagem à violência dos opressores.” (Freire, 2005: 47-8)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. Pedagia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. Space, Knowledge, and Power. 1984.&lt;br /&gt;LÉVY, Bernard-Henri. O Século de Sartre. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-6068305384987501776?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/6068305384987501776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=6068305384987501776&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6068305384987501776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6068305384987501776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/09/o-sculo-de-sartre-parte-final.html' title='O Século de Sartre (parte final): A verdadeira face de Bernard-Henri Lévy'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SMA0LSSkh9I/AAAAAAAAAPE/zt0gZuM-jxI/s72-c/levy2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-59809927189559432</id><published>2008-08-26T16:46:00.010-03:00</published><updated>2008-09-04T16:22:38.209-03:00</updated><title type='text'>O Século de Sartre (parte II): Má-fé e revolução</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SLRmmLLtMrI/AAAAAAAAAO8/TfdmNyIbIFg/s1600-h/deleuze6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SLRmmLLtMrI/AAAAAAAAAO8/TfdmNyIbIFg/s400/deleuze6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238925072561681074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      O autor usa boa parte das páginas de seu livro para construir a imagem de analista qualificado e simpatizante do biografado (o livro é uma biografia filosófica, ou literária, já que se atém mais às obras e posturas políticas do biografado do que à sua vida pessoal), para depois atacar seu verdadeiro alvo, seu verdadeiro inimigo: o pensamento revolucionário – vejam bem, afirmo que Lévy não ataca apenas os abusos, assassinatos e ditaduras perpetrados em nome da revolução, ataca sim a própria idéia de pensamento revolucionário, de devir revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      Aos poucos, o caráter reacionário do autor ganha corpo e percebemos o quanto o assusta e enoja o pensamento para o outro, a ação pelo outro. Qualquer práxis e teoria que fujam do individualismo quase niilista por ele atribuído ao primeiro Sartre é território inimigo. Suas investidas não se dão apenas contra o segundo Sartre, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crítica da Razão Dialética&lt;/span&gt;, o autor marxista e engajado, mas contra o pensar revolucionário em si e contra os pensadores da revolução. No ataque a Deleuze, por exemplo, fica claro que Bernard-Henri Lévy entrou em uma guerra na qual está disposto a usar qualquer arma que julgue eficaz, até mesmo a distorção deliberada: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pode-se gostar de uma filosofia capaz de nos dizer que os avatares de um carrapato à espreita podem ter mais sentido e importância do que o sofrimento de um kosovar ou de um checheno?&lt;/span&gt;” (Lévy, op. cit., p. 228).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Será que o autor é tão burro assim, pra interpretar o pensamento deleuziano dessa forma brutalmente rasa e distorcida ou é um ato de má-fé? Pela qualidade de outras passagens e análises de seu livro, duvido de sua burrice. Como pôde dizer tais palavras a respeito de um filósofo que sempre defendeu a liberdade, a multiplicidade, o respeito à alteridade, um homem que combateu todos os tipos de fascismos, que amava a vida e acreditava no ato de tocar o real, incentivando a práxis libertária que cria jurisprudências ao agir sobre a realidade contra as injustiças. Como pôde fazer um julgamento tão leviano a respeito de alguém que lutava tanto pela liberdade humana, que sabia que o primeiro passo para conquistá-la está na decisão de travarmos uma guerra de guerrilhas dentro de nós mesmos, pois como possuímos subjetividades polifônicas, plurais, estamos o tempo todo sendo invadidos por forças externas: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O inconsciente é uma substância a ser fabricada, a fazer circular, um espaço social e político a ser conquistado&lt;/span&gt;” (Deleuze e Parnet, 1998: 94). Deleuze acreditava nas pequenas ações, acreditava na capacidade do homem de lutar pelo mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acreditar no mundo é o que mais nos falta; nós perdemos completamente o mundo, nos desapossaram dele. Acreditar no mundo significa principalmente suscitar acontecimentos, mesmo pequenos, que escapem ao controle, ou engendrar novos espaços-tempos, mesmo de superfície ou volume reduzidos.&lt;/span&gt;” (1992: 218)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O combate de Deleuze pela liberdade é tão vital, tão radical, que defende o desapego a qualquer forma de poder. Ele era um revolucionário, um verdadeiro revolucionário que sabia que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o sucesso de uma revolução só reside nela mesma, precisamente nas vibrações, nos enlaces, nas aberturas que deu aos homens no momento em que se fazia&lt;/span&gt;” (Deleuze e Guattari, 1992: 229). Deleuze era contra qualquer Estado totalitário, contra qualquer possibilidade de despotismo e sabia que o pensamento revolucionário é renovado a cada dia, ao se questionar o presente, e nasce do descontentamento, do inconformismo com qualquer tipo de injustiça, da criatividade e depende da liberdade de ação e pensamento. Vemos, portanto, que o pensamento de Deleuze nada tem a ver com a caricatura que o autor d’&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Século de Sartre fez&lt;/span&gt;. Assim sendo, a seguir, tentaremos descobrir qual é o pensamento de Bernard-Henri Lévy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thorpo.blogspot.com/2008/09/o-sculo-de-sartre-parte-final.html"&gt;(continua...)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;DELEUZE, Gilles. Conversações. São Paulo: Editora 34, 1992.&lt;br /&gt;DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. O que é a filosofia?. São Paulo: Editora 34, 1992.&lt;br /&gt;DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Editora Escuta, 1998.&lt;br /&gt;LÉVY, Bernard-Henri. O Século de Sartre. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-59809927189559432?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/59809927189559432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=59809927189559432&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/59809927189559432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/59809927189559432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/08/o-sculo-de-sartre-parte-ii-m-f-e.html' title='O Século de Sartre (parte II): Má-fé e revolução'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SLRmmLLtMrI/AAAAAAAAAO8/TfdmNyIbIFg/s72-c/deleuze6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-7854480755772025086</id><published>2008-08-23T16:11:00.004-03:00</published><updated>2008-08-26T17:00:58.799-03:00</updated><title type='text'>O Século de Sartre – parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SLBh5ZoGFMI/AAAAAAAAAOk/kcERFRs2P2M/s1600-h/s%C3%A9culo+sartre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SLBh5ZoGFMI/AAAAAAAAAOk/kcERFRs2P2M/s200/s%C3%A9culo+sartre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237794005391381698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Com algum atraso, tive acesso a esse livro. Desde que a edição brasileira foi lançada, em 2001, eu estava com vontade de ler, mas nunca o suficiente pra gastar mais de 60 reais em um livro do Bernard-Henri Lévy. Mas, então, mês passado, eu achei um exemplar com aspecto de novo, sem uso mesmo, por 20 reais em um sebo no centro de São Paulo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;O livro é melhor do eu pensava, primeiro, porque Lévy escreve bem, o texto é fluido e agradável e as mais de 550 páginas passam muito fácil e rapidamente, segundo porque, como já sabia, a vida de Sartre é mesmo muito interessante e admirável, concorde-se ou não com suas posturas e palavras. Porém, é também um livro perigoso justamente porque Lévy é um bom escritor e sabe seduzir o leitor desinformado e levá-lo a aceitar com naturalidade suas posições e opiniões apresentadas como verdades simples. Por isso, considero que é uma boa obra somente pra quem já possui razoável leitura prévia sobre os assuntos tratados, principalmente a respeito de filosofia política. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Toda a primeira metade do livro se desenrola muito bem e até me surpreendi com um Bernard-Henri Lévy que se mostra grande admirador do que ele chama de “primeiro Sartre”, o autor de &lt;i&gt;A náusea&lt;/i&gt; e d’&lt;i&gt;O Ser e o Nada&lt;/i&gt;, um Sartre baseado, segundo o Lévy, em Stendhal e Espinosa, com um leve tempero de Nietzsche. O autor defende Sartre mesmo nas questões mais polêmicas de sua vida pessoal, como no caso de seu rompimento com Camus após o lançamento d’&lt;i&gt;O&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Homem Revoltado&lt;/i&gt;. Não que ele ache que Sartre estivesse certo ao defender a esquerda enquanto Camus apresentava a constatação de que não se pode querer “libertar todos os homens escravizando todos, provisoriamente” (Camus, 1999, p.283), a questão é que Bernard-Henri Lévy age de maneira que eu não esperava e contextualiza historicamente a posição de Sartre, levando os leitores a compreendê-la; porém, só mais pra frente é que fui entender as reais motivações e estratégias do autor da biografia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://thorpo.blogspot.com/2008/08/o-sculo-de-sartre-parte-ii-m-f-e.html"&gt;Continua...&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;     &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: -34pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;CAMUS, Albert. &lt;i style=""&gt;O homem revoltado&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Record, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: -34pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;LÉVY, Bernard-Henri. O Século de Sartre. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-7854480755772025086?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/7854480755772025086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=7854480755772025086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/7854480755772025086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/7854480755772025086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/08/o-sculo-de-sartre-parte-i.html' title='O Século de Sartre – parte I'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SLBh5ZoGFMI/AAAAAAAAAOk/kcERFRs2P2M/s72-c/s%C3%A9culo+sartre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-3550594900905126012</id><published>2008-07-14T11:44:00.002-03:00</published><updated>2008-12-13T06:06:29.556-02:00</updated><title type='text'>Texto publicado n'A Broca Literária</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SHtoJ2tr_HI/AAAAAAAAAOM/K4j4WIIgMME/s1600-h/expo3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SHtoJ2tr_HI/AAAAAAAAAOM/K4j4WIIgMME/s200/expo3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222882711381474418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:24;"&gt;Meu conto "&lt;a href="http://www.thedrillpress.com/broca/2008-07-15/broca-2008-07-15-cicatrizes-toliveira-01.shtml"&gt;Cicatrizes urbanas, massa de gente e de luz&lt;/a&gt;" foi publicado na revista &lt;a href="http://www.thedrillpress.com/broca/broca.shtml"&gt;A Broca Literária&lt;/a&gt;, da The Drill Press.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Daqui a uns dias eu postarei o texto aqui no blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-3550594900905126012?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/3550594900905126012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=3550594900905126012&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3550594900905126012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3550594900905126012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/07/texto-publicado-na-broca-literria.html' title='Texto publicado n&apos;A Broca Literária'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SHtoJ2tr_HI/AAAAAAAAAOM/K4j4WIIgMME/s72-c/expo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-2067587248555172610</id><published>2008-06-24T14:05:00.005-03:00</published><updated>2008-12-13T06:06:30.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nelson Rodrigues'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resistência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='copydesk'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Aos novos idiotas da objetividade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SGEqCcOpPxI/AAAAAAAAANs/_gahXJ2dxw8/s1600-h/nelson+rodrigues.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SGEqCcOpPxI/AAAAAAAAANs/_gahXJ2dxw8/s320/nelson+rodrigues.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215496064897466130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O louco Nelson, trajando seus vestidos de noiva e vislumbrando beijos no asfalto, teve tempo e paciência de nos precaver contra os idiotas da objetividade, contra o copydesk - o cretino burocrata escravo da gramática da língua e também da gramática das relações de poder nas redações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;O tupiniquim maltrapilho idólatra da estúpida cultura do jornalismo estadunidense bradava: “Nada de adjetivações! Seja imparcial, seja objetivo! O bom repórter deve ser invisível!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson, em resposta, apenas ria da vida ser como ele é. Ria por perceber como pequenos idiotas acumulavam grandes poderes e levavam a sério a pornochanchada que constituía seus reinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos idiotas da objetividade não ocupam mais o praticamente extinto cargo de copydesk nas redações de nossos jornais. O diretor de redação não precisa mais do burocrata gramatical, pois hoje os repórteres já vêm domesticados de casa: subjetividades criadas, desde o nascimento, por nossas grandes figuras midiáticas, filhos da Globo e da Veja, felizes ruminantes de idéias pré-fabricadas e frases prontas, formados por faculdades de pedagogia tecnicista que ensinam a fazer um lead, mas os proíbem de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quase todo cidadão tem um pouco de copydesk e teme e odeia os loucos parciais, passionais, tendenciosos que ousam dizer que o rei está nu e de pau duro e pronto pra meter na bunda de quem se curvar. Nosso cidadão-copydesk prefere seu existir anódino e falar de flores; mas, vejam bem, falar imparcialmente das flores, pra que ninguém se ofenda. As podres bases de suas vidas metrificadas, gramaticalmente corretas, seguras e cinzas, são abaladas a qualquer ruído autônomo, parcial e que assuma suas posturas e posições publicamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os idiotas da objetividade contemporâneos, em uníssono, então, gritam: “Você é tendencioso até não mais poder, te odiamos!”. E como os idiotas da objetividade são o que são, meros pobres coitados de calças arriadas, se vêem ignorados, batem o pé, fazem bico, se descabelam e por fim suspiram sem forças: “Maldito engajado, queremos que nos deixe em paz com a objetividade de nossas vidas amorfas! Queremos a segurança de uma velhice tranqüila decorada com versos sobre amores, com belas rimas ricas e vazias. Por favor, nos deixe...”. Como se suas pobres rimas ricas sobre o nada de suas vidas supérfluas não fosse o que há de mais tendencioso, como se suas frases alienadas não servissem ao rei nu e excitado, como se a escrita e as idéias pudessem obedecer às leis dos cientistas que mandam que toda experiência, se repetida sob as mesmas condições materiais, deva apresentar os mesmos resultados em qualquer laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas mentes deveriam ir muito além de nossos confortáveis e seguros quartos/laboratórios e nossas vidas deveriam servir a muito mais do que à luxúria dos reis. Pobres idiotas da objetividade são os mais tendenciosos de todos os seres, a diferença é que seguem felizes uma tendência que não nasce em seus peitos, mas no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idiotas são objetivos e livres: livres do fardo de pensarem por si próprios.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-2067587248555172610?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/2067587248555172610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=2067587248555172610&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/2067587248555172610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/2067587248555172610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/06/aos-novos-idiotas-da-objetividade.html' title='Aos novos idiotas da objetividade'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SGEqCcOpPxI/AAAAAAAAANs/_gahXJ2dxw8/s72-c/nelson+rodrigues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-8329242988234753571</id><published>2008-01-08T15:21:00.001-02:00</published><updated>2008-12-13T06:06:30.275-02:00</updated><title type='text'>Um homem bem-sucedido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SFlMML2kX1I/AAAAAAAAADQ/bONyhKpa-w0/s1600-h/174_2034-dinheiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SFlMML2kX1I/AAAAAAAAADQ/bONyhKpa-w0/s320/174_2034-dinheiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213281815881867090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Aquelas poucas notas serviriam pra exorcizar toda humilhação. Com as mãos irritantemente tremendo, tirou do bolso o pequeno maço e o estendeu para que ela o tomasse.”&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;" class="para"&gt;&lt;br /&gt;“- Po... po... pode conferir, tá... tá tudo aí. – Que raiva que ele sentia. Tinha ensaiado tanto essa curta frase e agora gaguejava desse jeito!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma, duas, três... estava realmente tudo ali. O valor combinado. Sentiu um certo orgulho depois que ela conferiu o dinheiro e o guardou na bolsa. Estava agora um pouco mais confiante. Ela precisava de seu dinheiro. Pouco mais de um minuto após ele tirar as calças, tudo estava acabado. Ela se levantou, vestiu a calcinha e, sem que uma palavra saísse de sua boca ou expressão dominasse sua face, saiu do quarto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um misto de satisfação e medo o tomou. Vestiu as calças e apressadamente também saiu do quarto e desceu as escadas em direção à rua. Sentia-se forte, poderoso. Aquela mulher linda, aparentemente intocável para um garoto de treze anos, havia trepado com ele... bastou um punhado de dinheiro. Aquelas garotinhas que o desprezavam não chegavam aos pés dela. E daí que seus colegas tinham namoradas e ele não? Nenhuma tinha o corpo tão belo quanto o da vadia que acabara de foder.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ali, naquele quarto, entendeu o que era preciso para nunca mais se sentir ridículo - teria que ganhar bastante dinheiro. Quanto mais, melhor. E toda sua vida foi dedicada a isso. Estudou para o vestibular pensado na grana que ganharia; acordou cedo para ir ao escritório, dia após dia, calculando quanto receberia pelas férias vendidas; fez e rompeu amizades de acordo com o lucro que imaginasse obter ou perder com elas; casar-se-ia por dinheiro se tivesse qualquer atrativo além de seu próprio dinheiro, mas não conseguindo atrair mulher alguma com posses iguais ou superiores às suas, casou-se por covardia mesmo, medo de envelhecer sozinho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando chegou aos quarenta, percebeu que estava bebendo demais, que era horrível acordar para ir trabalhar, que sua esposa era uma estranha e seu filho um pequeno idiota... que um segundo após gozar na cara de uma nova puta, tudo perdia o sentido e chegava a sentir falta de ar, como se a vida pudesse ser perdida assim, por descuido, por não ter respirado da forma certa. Tinha medo que roubassem seu carro, via em cada moleque ‘malabarista de sinal’ ou vendedor de balas um potencial assassino, começou a beber pra poder ir trabalhar. Foi ao psiquiatra e pediu:”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Um pouco de paz, por favor! Eu pago!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pequenos comprimidos que pelo peso e custo valiam, talvez, mais que ouro. Engolia-os conforme o psiquiatra indicara e as coisas melhoraram: sorria sem entender o porquê de fazê-lo, tremia menos e não tinha mais tanto nojo da esposa nem ódio do filho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que fazer de sua vida aos 45 anos? Comprou uma Harley e algumas jaquetas de couro, pagou putas mais caras, chegou a tomar coragem pra assediar algumas mulheres mais novas sem pagar diretamente para possuí-las (um jantar, uma viagem, uns presentinhos, apenas isso, nada em “cash”!), mas sempre que tentava se aproximar de alguma mulher mais interessante ou inteligente era tratado como o garotinho ridículo que julgava ter deixado de ser há tanto tempo. Isso dava uma angústia tremenda, mas nada que mais comprimidos, putas caras e álcool não dessem um jeito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com a idade, somou um pequeno comprimido azul aos que ingeria diariamente e, com isso, orgulhava-se de ao menos uma vez por semana comer uma garotinha com menos de 25 anos de idade. Um ano após se aposentar, teve um derrame. Nunca mais foi o mesmo. Mas o que o matou realmente foi aquela queda ao tropeçar na calçada em frente de casa, na manhã de segunda-feira.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espero que perdoem o tom literário que usei, achei que tornaria tudo mais leve e fácil. Enfim, termino aqui essa breve biografia de um homem que podemos dizer que foi bem-sucedido. Ganhou todo o dinheiro que precisou para pagar pelo prazer de esquecer que nunca deixou de ser o garotinho assustado e covarde daquela fatídica tarde quando pagou por sua primeira mulher.” – &lt;i&gt;Ao proferir essas últimas palavras, o homem magro, barbado e com olhos cheios de ódio e lágrimas, encarou o pequeno público: sua mãe, com o rosto repuxado pelo botox e um leve sorriso nos lábios; três casais de tios com expressões que variavam do susto ao desprezo; dois velhos colegas de chope de seu pai, que pareciam raivosos e surpresos; e um pequeno cachorro que se coçava indiferente ao enterro e ao discurso que um filho fazia em homenagem ao seu recém-falecido pai, antes que jogassem as primeiras pás de terra sobre o caro e luxuoso caixão.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-8329242988234753571?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/8329242988234753571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=8329242988234753571&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/8329242988234753571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/8329242988234753571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2008/01/um-homem-bem-sucedido.html' title='Um homem bem-sucedido'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SFlMML2kX1I/AAAAAAAAADQ/bONyhKpa-w0/s72-c/174_2034-dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-4670203836693582793</id><published>2007-10-29T10:58:00.000-02:00</published><updated>2008-12-13T06:06:30.515-02:00</updated><title type='text'>TROPA DA ELITE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/RyXrVCXbLWI/AAAAAAAAABc/IIn1jcIPXXg/s1600-h/Morro+da+Provid%C3%AAncia04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/RyXrVCXbLWI/AAAAAAAAABc/IIn1jcIPXXg/s400/Morro+da+Provid%C3%AAncia04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126762497476078946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Ingênuos que lêem Foucault &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Heróis que empalam garotos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Toda ajuda é hipócrita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Tortura é a solução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Morte à alteridade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Aplausos histéricos à autoridade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Dos caminhos o mais curto,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;o mais fácil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Fácil?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Desde que não atrapalhe o trânsito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;e que não manche de sangue &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;os nossos sapatos, calçadas e filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;E desde que não perturbe nossas refeições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Não nos embrulhe os estômagos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;com a desagradável visão desses&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;pretos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;pobres,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;sujos e maus &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;garotos estraçalhados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Quem somos nós?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Pretensa elite que goza o mundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;e que cheia de medo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;assina cheques, contratos e penas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Elite que, cheia de dentes, berra: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Paz!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Justiça!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Honra!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Basta!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Basta de tiros em nossos quintais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;de mendigos em nossas calçadas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;de malabaristas em nossas esquinas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Paz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;no asfalto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;na escola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;no shopping.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Paz, no morro, engatilhada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Cano ainda quente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;sujo de saliva e medo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Pobreza pacificada,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;silenciada até o próximo carnaval.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Salve a liberdade burguesa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;a invisibilidade do outro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;os gritos que não descem o morro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Um viva aos novos heróis da pátria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;com seus uniformes negros!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Carrascos com carteiras assinadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Durmamos em paz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;e deixemos pra eles a honrada missão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:100%;" &gt;da manutenção desse nosso gozo infindável...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-4670203836693582793?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/4670203836693582793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=4670203836693582793&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/4670203836693582793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/4670203836693582793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/10/tropa-da-elite.html' title='TROPA DA ELITE'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/RyXrVCXbLWI/AAAAAAAAABc/IIn1jcIPXXg/s72-c/Morro+da+Provid%C3%AAncia04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-1005445523688984524</id><published>2007-10-01T16:03:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T16:16:32.232-03:00</updated><title type='text'>Três passos para uma guerra</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I - O NEONIILISMO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tempos de pensamento único. Entretanto disfarçado, maquiado, siliconado, sedutor. Ele se apresenta: “Nunca houve tamanho fluxo livre de idéias e saberes.” Mas então qual o motivo de tantos concordarem? “Porque é o sensato a se fazer” - responde. Mas isso é somente o cinismo da mentalidade hegemônica, que aprendeu a tudo absorver e anular. Então, ele adverte: “Não há mais espaço para revolução. Os que conseguirem se manter menos contaminados pelas idéias dominantes se tornarão outsiders, figuras periféricas vistas como párias, loucos, incompetentes, improdutivos, inadequados, irrelevantes.”&lt;br /&gt;Por isso, a sensação de impotência frente a um mundo que parece permanecer impassível aos protestos, às críticas, ao inconformismo. Assim, as revoltas vão sendo abortadas antes de tomarem forma. O desânimo atinge o peito e as potencialidades de idéias livres são sufocadas. As melhores mentes e os espíritos mais sensíveis de nosso tempo são empurrados para um neoniilismo, e este é um terreno instável e perigoso; berço da violência dirigida ao próximo e a si mesmo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II – AS MÁSCARAS PARTIDAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Só que até a sensação de impotência nada mais é do que produto dessa indústria que nos traga. A história mostra que, um a um, cada paradigma inquestionável foi violado e humilhado quando o tempo certo chegou. Nada do que criamos é eterno. Tudo é mutável e frágil, por trás das impressionantes máscaras. Fortes não eram os impérios teocráticos, as propriedades feudais, a razão eurocêntrica ou a “superioridade” ariana. Forte é o homem que criou cada uma dessas terríveis fantasias, pois só ele tem o poder de destruí-las.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III – O CAMPO DE BATALHA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se a ditadura do mercado, se a indústria onívora, são criações humanas, então não somos nós que temos que nos ajoelhar. O discurso onipresente, que a todo custo busca nos aliciar ou esmagar, sempre apresentará a realidade como forte e estruturada demais pra ser combatida. Mas isso é mentira. A mentira que sustenta a dominação de tão poucos sobre tantos. Que ao nos calar nos torna cúmplices. Que turva a visão, nos fazendo apontar dedos acusatórios para as vítimas. Mentira que nos torna assassinos. Culposo ou doloso, não importa, é crime de morte. Temos mais poder em nossas mãos do que querem que acreditemos. Cada recusa tem seu valor, cada ato tem sua conseqüência. Pequenas rupturas podem provocar impensáveis deslocamentos. Um dia uma negra se recusou a ceder seu lugar em um ônibus. Um dia um jovem judeu alemão transformou filosofia &lt;st1:personname productid="em arma. Um" st="on"&gt;em arma. Um&lt;/st1:personname&gt; dia decidimos dizer não; deixamos as mãos sujas de sangue, pois acordamos para o fato de que lavá-las, como sempre fazemos, é ato abominável e covarde.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-1005445523688984524?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/1005445523688984524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=1005445523688984524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/1005445523688984524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/1005445523688984524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/10/trs-passos-para-uma-guerra.html' title='Três passos para uma guerra'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-5413047893905531081</id><published>2007-07-14T21:04:00.000-03:00</published><updated>2007-07-14T21:29:24.453-03:00</updated><title type='text'>UMBRELLA - oito chaves e meias úmidas de suor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fechou as janelas. Uma após a outra, na ordem certa e no ritmo que julgou adequado. Abriu a torneira, sentiu o choque da água fria escorrendo contra as mãos suadas. Não, nunca arriscaria molhar o rosto. Não naquela hora. Tirou os sapatos. Primeiro o esquerdo, sempre ele. As meias não, não era ainda o momento para tirá-las. Caminhou até a cozinha e sentiu lentamente o frio dos azulejos atravessar as meias úmidas de suor. As chaves, quase se esqueceu das malditas chaves. Enfiou a mão nos bolsos e apalpou-as, sentiu os contornos de cada uma. Fez isso bem levemente, tocando-as com a mínima superfície das impressões digitais de seu indicador e polegar. Oito chaves, todas submetidas ao mesmo procedimento. Tirou o chaveiro do bolso e o depositou sobre a mesa. Pensou que nessas horas era muito bom não ter um gato para alimentar. Nem canários presos em gaiolas minúsculas cantando a tristeza. Muito menos peixes nadando em círculos, esperando a comida cair dos céus e afundar lentamente até suas ávidas bocas. Pensou também que não se lembra da última vez que usou a palavra “ávida”, e que ela, assim tirada de contexto, é uma bela palavra. Lembrou-se da namorada da adolescência, que certo dia disse que achava “umbrella” a palavra mais linda que conhecia. Engraçado não ter quase nenhuma lembrança nítida deste namoro, uma ou duas cenas, mas pareciam um filme que assistiu há tempos, não algo real. Abriu o pote de remédio e contou, um a um, 35 comprimidos. Abriu o segundo pote e contou, novamente com bastante cuidado, mais 35 comprimidos. Olhou para todos eles e calculou que, com certo esforço, conseguiria engolir cinco de cada vez e que repetindo isso por 14 vezes se acabariam os comprimidos. Mas engolir de uma só vez cinco comprimidos é uma coisa, repetir tal processo 14 vezes é outra bem diferente. Sua garganta era frágil, desde criança nunca pôde falar por muito tempo sem senti-la queimar.Seu pai dizia que isso era sabedoria da natureza, que junto com idéias fracas o havia provido uma garganta não menos fraca. Os anos passaram e a falta de uso atrofiou mais ainda sua capacidade de falar. Era rouco e falava, muito baixo, somente o que era essencial que fosse dito. Não, não conseguiria engolir tantos comprimidos assim. Precisava pensar em outra forma de fazer. Mas estava cansado e um pouco tonto. Dia quente, trabalho repetitivo, chefe gritando, colegas rindo, trânsito, buzinas, motores, choros de crianças, lamentos de velhos... um dia longo, sem dúvida alguma. Era melhor dormir, amanhã pensaria com calma a respeito do problema dos comprimidos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-5413047893905531081?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/5413047893905531081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=5413047893905531081&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/5413047893905531081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/5413047893905531081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/07/umbrella-oito-chaves-e-meias-midas-de.html' title='UMBRELLA - oito chaves e meias úmidas de suor'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-7548424433692482288</id><published>2007-07-05T21:29:00.001-03:00</published><updated>2008-12-13T06:06:30.802-02:00</updated><title type='text'>Ingênuos, loucos e guilhotinados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SFlZiecrdII/AAAAAAAAADw/Q1_bgbqlgN4/s1600-h/guilhot.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SFlZiecrdII/AAAAAAAAADw/Q1_bgbqlgN4/s400/guilhot.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213296492481836162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sólido, pois dado por Deus, é o poder do rei. Ingênuos e loucos os que não enxergam que isso é inquestionável!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olhem! Deus não interveio, a lâmina desceu e a cabeça de &lt;span class="postbody"&gt;Luís XVI &lt;/span&gt;rolou. A corte chora e faz fila para subir os degraus que levam ao cadafalso. &lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isto é o progresso! Está claro que a situação dessas mulheres e crianças trabalhando 17 horas por dia em nossas fábricas não é lá um de seus aspectos mais agradáveis, mas é preciso haver sacrifícios para que existam avanços. Que tipo de ser ignorante ousa duvidar das luzes da razão? Que pobre sonhador pensa ser possível ir contra as engrenagens? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que luz é aquela que ilumina nossa cidade nesta linda noite? A fábrica está queimando!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Corre por aí o rumor de que reduzirão a carga de trabalho para oito horas diárias...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não seja estúpido, são apenas boatos espalhados por esses desordeiros.&lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos sabem que as mulheres devem obediência irrestrita aos maridos. Quem, com um mínimo de sobriedade, ousaria desafiar as tradições e os bons costumes? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Verdade que queimaram sutiãs?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É, é sim. Mas chega de conversa, senão a chefe vai reclamar.&lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As gigantescas corporações ditam as leis mundiais. A lógica de sobrevivência exige que ajam sem qualquer altruísmo. Elas pertencem à iniciativa privada, têm que trazer lucros aos acionistas e não bem-estar social. Não há o que se fazer contra isso. Tem que ser muito ingênuo e não entender de política para achar que pode mudar essa realidade tão sólida!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-É verdade. Esses ingênuos não aprendem nunca! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-7548424433692482288?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/7548424433692482288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=7548424433692482288&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/7548424433692482288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/7548424433692482288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/07/ingnuos-loucos-e-guilhotinados.html' title='Ingênuos, loucos e guilhotinados'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/SFlZiecrdII/AAAAAAAAADw/Q1_bgbqlgN4/s72-c/guilhot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-3331336465851484247</id><published>2007-06-15T17:24:00.001-03:00</published><updated>2011-07-06T11:50:16.992-03:00</updated><title type='text'>Santos e radicais, prantos e latidos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;“Humanamente, só nos santos dá pra ver os deuses: só nos radicais, dá pra ver a idéia”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quase às duas da manhã, leio tal frase. É o tipo de coisa que, se não somos muito distraídos ou idiotas para a deixar passar despercebida, relemos e depois fazemos uma pausa para pensar. Foi isso que fiz, com o livro entreaberto, página marcada por um dedo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O silêncio é relativo, mesmo a essa hora, apenas o possível nas madrugadas das grandes cidades – carros ao fundo, leve mantra mecânico produzido por pistões e explosões. Noite amena; nem calor, nem frio, nem sono. Livro na mão esquerda, página 23 marcada pelo dedo indicador, a frase de Leminski na cabeça. Então, o imponderável se apresenta: o choro feminino. Dor anônima que rasga a noite, interrompe o pensamento e desperta os cachorros, que, solidários, latem e uivam – 1,2,5,8 – incontáveis vozes de cães diferentes. Choro sentido e profundo, cria o silêncio entre um espasmo e outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vou à janela, poucas luzes acesas, poucos carros passando. O que fez essa mulher romper a distância entre ela, os cachorros e os ouvidos vizinhos? O que a fez sair de sua anônima existência? Regia, em sua agonia, o canto canino que anunciava a todos que algo se rompeu. A ordem das coisas se alterou. E seja ela quem for, com seu grito irracional, naquele momento, dominou a noite. Contra aquilo, nem livros, nem idéias, nem santos, nem radicais, poderiam se bater. Ela, sua dor e a aflição dos cães eram, ao menos por aqueles segundos, a própria noite.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-3331336465851484247?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/3331336465851484247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=3331336465851484247&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3331336465851484247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3331336465851484247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/06/santos-e-radicais-prantos-e-latidos.html' title='Santos e radicais, prantos e latidos'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-5793667589154899748</id><published>2007-05-24T16:52:00.001-03:00</published><updated>2007-05-24T18:28:13.598-03:00</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Você é livre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para escolher &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A cor das tuas cortinas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos teus tapetes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos teus cabelos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da tua empregada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Você é livre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para decidir se quer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beber ou cheirar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fumar ou injetar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Malhar ou engordar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Envelhecer ou se lipoaspirar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Comer ou dar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Corromper ou denunciar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Demitir ou humilhar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Socar ou abraçar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Você é livre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para mudar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O canal da tua televisão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A marca do teu som&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tamanho do teu celular&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ou mesmo para determinar &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se quer versos livres ou rimar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Você é livre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas experimente &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Distribuir e não vender&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pisar na grama e não no homem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentar entender&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perguntar o porquê &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De comprar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De pagar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De vender&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De calar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vendo a polícia matar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O jornalista mentir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O advogado omitir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O juiz humilhar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A madame sorrir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pelo acordo velado que a permite&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ser livre e lucrar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Você é livre?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-5793667589154899748?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/5793667589154899748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=5793667589154899748&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/5793667589154899748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/5793667589154899748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/05/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-3748977883150608473</id><published>2007-05-07T13:03:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T13:05:50.985-03:00</updated><title type='text'>Almas cansadas e códigos de barras</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Quantas famílias sem terra custa a tonelada da soja? Quantas peles queimadas, mãos feridas e almas cansadas são necessárias para encher de álcool os tanques de alguns poucos carros? E qual a relação entre gotas de sangue e litros de gasolina nas bombas de nossos postos? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Nosso conforto custa caro. &lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Quantas infâncias chinesas são pisadas para que uma remessa de tênis importados chegue às nossas lojas? Quanta tristeza é preciso abrigar os olhares de garotas operárias vietnamitas para que as crianças do ocidente ganhem brindes plásticos quando comem um hambúrguer? Quantos olhos africanos precisam ser fechados pela Aids para que ganância da indústria farmacêutica seja saciada? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Quanta dor alheia vale nossa alienação? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Os preços de nossos produtos são muito mais altos do que indicam os códigos de barras. Não é preciso agir para se tornar assassino, basta o silêncio. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-3748977883150608473?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/3748977883150608473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=3748977883150608473&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3748977883150608473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/3748977883150608473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/05/almas-cansadas-e-cdigos-de-barras.html' title='Almas cansadas e códigos de barras'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-6602894399799197241</id><published>2007-02-26T15:24:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T06:06:31.034-02:00</updated><title type='text'>Schopenhauer: as palavras e a flecha como possibilidades de resistência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/ReMnpgK3sJI/AAAAAAAAAAM/dur2-x-xx1Q/s1600-h/schopenhauer.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/ReMnpgK3sJI/AAAAAAAAAAM/dur2-x-xx1Q/s320/schopenhauer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035912402293993618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;O livro “A arte de escrever” é composto por ensaios que tratam da escrita e foram retirados da obra original “Parerga und Paralipomena” (1851) do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ao todo, são cinco capítulos escritos com vigor e agressividade: &lt;i style=""&gt;Sobre a erudição e os eruditos&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Pensar por si mesmo&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Sobre a escrita e o estilo&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Sobre a leitura e os livros&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;Sobre a linguagem e as palavras&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Com desprezo e raiva, o autor denuncia a decadência cultural da Alemanha e da Europa: acusa a crítica literária de colaborar com editoras e autores que só querem tirar dinheiro do público; ataca os filósofos que adotam propositalmente um estilo de escrita complexo ao exagero para que seus textos pareçam ter mais conteúdo do que realmente têm; torna público seu desprezo pelos eruditos que passam a vida a ler, sem serem, entretanto, capazes de formular um pensamento próprio; compara o especialista, o técnico, o cientista, com o pensador que por meio de seus estudos busca a verdade - e não o dinheiro ou o status social. Pelos temas, podemos perceber a atualidade destas páginas escritas na metade do século IXX. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Enquanto lia “A arte de escrever”, fiquei tentando imaginar o que Schopenhauer pensaria do mundo contemporâneo: dos livros de auto-ajuda; de nossas cretinas listas de best-sellers; da perda acelerada do gosto pela leitura, que cada vez mais é substituída pela televisão e outras mídias de massa, em nossa sociedade; da educação técnica e voltada ao mercado; do culto às celebridades midiáticas; da ditadura da indústria cultural. Entretanto, constatei que a verdadeira questão é se estamos construindo um mundo que em breve não mais será capaz de criar novos &lt;i style=""&gt;Schopenhauers&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Espinosas&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Deleuzes&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Foucaults&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Sartres&lt;/i&gt; ou &lt;i style=""&gt;Nietzsches&lt;/i&gt;. Futuramente, serão abortados os nascimentos de novos verdadeiros pensadores devido à total falta de condições de possibilidades para que tais existências sejam cultivadas? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;A velocidade vampiriza nossas vidas, o culto ao consumo torna regra o descartável, a mentalidade da objetividade técnica e da eficácia tenta nos convencer de que pensar o pensamento é atividade risível. O que estamos nos tornando? Que caminho estranho é este que escolhemos? Como resistir ao próprio movimento social e histórico sem ser esmagado é o problema a ser enfrentado.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Talvez apenas reste escrever textos e lançá-los ao mar com a esperança de que algum sobrevivente do progresso um dia os tire da garrafa e que, então, dentre tudo o que fomos capazes de produzir, algo cause uma forte ressonância e salvemos uma vida, uma mente. Resta a esperança do contágio – como já disse em &lt;a href="http://thorpo.blogspot.com/2006/05/do-mito-utopia-chegamos-ao-vazio-mas.html"&gt;outro momento&lt;/a&gt;. Encerro este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; com a imagem que há muito me marcou: a do pensador sendo um arqueiro, que por meio de seus textos atira idéias ao ar sem saber o peito de quem uma delas poderá um dia atravessar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“A palavra dos homens é o material mais duradouro. Se um poeta deu corpo à sua sensação passageira com palavras mais apropriadas, aquela sensação vive através de séculos nessas palavras e é despertada novamente em cada leitor receptivo”&lt;a style="" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=28565330#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;   &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=28565330#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Schopenhauer, L&amp;amp;PM, 2006&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-6602894399799197241?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/6602894399799197241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=6602894399799197241&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6602894399799197241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/6602894399799197241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/02/schopenhauer-as-palavras-e-flecha-como.html' title='Schopenhauer: as palavras e a flecha como possibilidades de resistência'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8tclKK3g4rA/ReMnpgK3sJI/AAAAAAAAAAM/dur2-x-xx1Q/s72-c/schopenhauer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-117137435534486884</id><published>2007-02-13T11:32:00.000-02:00</published><updated>2007-02-13T15:02:09.910-02:00</updated><title type='text'>Bukowski e a indústria cultural</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1069/3028/1600/311340/bukowski.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1069/3028/320/41153/bukowski.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          Acabei de ler o livro “O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio”, que é uma seleção de trechos do diário escrito por Charles Bukowski em seus últimos anos de vida. O ódio à mediocridade demonstrado pelo escritor norte-americano, nascido na Alemanha, me fez lembrar a afirmação de Deleuze de que a vergonha de pertencer à raça humana é fonte de potência criadora tanto na filosofia quanto na literatura e na arte. Transformar vergonha e asco em potência criadora... Deleuze sabia realmente das coisas.   &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A cada vez que ia ao hipódromo (e ele ia quase todo dia), Bukowski reabastecia seu peito de ódio ao vazio que é a vida da grande maioria de nós. Quando se sentia sem inspiração precisava trazer à tona toda essa raiva. Abaixo, transcrevo um fragmento do último dia de seu diário:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Por que há tão poucas pessoas interessantes? Em milhões, por que não há algumas? Devemos continuar a viver com esta espécie insípida e tediosa? Parece que seu único ato é a violência. São bons nisso. Realmente florescem. Flores de merda, emporcalhando nossas chances. O problema é que tenho que continuar a me relacionar com eles. Isto é, se eu quiser que as luzes continuem acesas, se eu quiser consertar esse computador, se eu quiser dar a descarga na privada, comprar um pneu novo, arrancar um dente ou abrir a minha barriga, tenho que continuar a me relacionar. Preciso dos desgraçados para as menores necessidades, mesmo que eles me causem horror. E horror é uma gentileza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Mas eles pisoteiam a minha consciência com seu fracasso em áreas vitais. Por exemplo, todos os dias, volto do hipódromo apertando o rádio em diferentes estações, procurando música, música decente. Tudo é ruim, insípido, sem vida, sem melodia, indiferente. Mesmo assim, algumas dessas composições são vendidas aos milhões e seus criadores se consideram verdadeiros Artistas. É horrível, uma idiotice terrível entrando em jovens cabeças. Eles gostam disso. Cristo, dê merda a eles, e eles comem. Não conseguem discernir? Não conseguem ouvir? Não sentem a diluição, o mofo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Não posso acreditar que não haja nada. Continuo tentando novas rádios. Meu carro tem menos de um ano, mas a tinta preta do botão que aperto já está totalmente gasta. Agora o botão está branco, marfim, olhando para mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Bem, é, existe a música clássica. Tenho que me acostumar com isso. Mas sei que ela vai estar sempre lá para mim. Escuto isso três a quatro horas por noite. Mas ainda continuo procurando outro tipo de música. (...) Pense em todas as pessoas vivas que nunca&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ouviram música decente. Não se admira que seus rostos estejam caindo, não se admira que matem sem pensar, não se admira que esteja faltando o coração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Os filmes são tão ruins quanto a música. Você ouve ou lê a crítica. Um grande filme, dizem. E daí saio para ver o tal filme. E sento lá me sentindo um grande idiota, me sentindo roubado, enganado. Posso adivinhar a próxima cena antes de acontecer. E os motivos óbvios dos personagens, o que os move, o que desejam, o que é importante para eles é tão infantil e patético, tão enfadonho e grosseiro. As partes românticas são irritantes, velhas. Bobagens preciosistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Acho que a maioria das pessoas vê filmes demais. E, com certeza, os críticos. Quando dizem que um filme é ótimo, querem dizer que é ótimo em relação aos outros filmes que viram. Perderam a visão geral. São martelados com cada vez mais filmes novos. Simplesmente não sabem, estão perdidos no meio daquilo. Esqueceram o que é realmente ruim, que é a maior parte do que assistem.”&lt;a style="" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;   &lt;hr style="font-size: 78%;" align="left" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Páginas 147-149. Bukowski, Charles. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, 1999.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-117137435534486884?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/117137435534486884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=117137435534486884&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/117137435534486884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/117137435534486884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2007/02/bukowski-e-indstria-cultural.html' title='Bukowski e a indústria cultural'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-116662638394121224</id><published>2006-12-20T12:38:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T14:18:58.143-02:00</updated><title type='text'>Operação Tróia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou no meio de alguns trabalhos que tenho que terminar o quanto antes, por isso tanto tempo sem postar aqui. Abaixo está a introdução de um texto meu que trata de mídia, política, polícia, tráfico e assassinatos.  Para ler o texto completo, que foi publicado na revista eletrônica do I CONECO, é só clicar no &lt;a href="http://www.pos.eco.ufrj.br/revista/iconeco/gt3/gt3_thomasoliveira.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Operação Tróia: celebridades, pseudo-eventos e morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Neste artigo, pretende-se examinar alguns aspectos da, muitas vezes tensa, relação entre mídia e força policial, no Rio de Janeiro. Isso será feito por meio da análise das notícias e artigos de opinião, publicados no jornal &lt;i style=""&gt;O Globo&lt;/i&gt;, que trataram da ação da polícia civil carioca da qual resultou a morte do traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;O criminoso ganhou projeção na imprensa devido ao seu envolvimento com jogadores de futebol famosos e ao seu comportamento exibicionista (uso de armamentos dourados e muitas jóias), tornando-se “o traficante mais procurado do Rio”&lt;a style="" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. As matérias que denunciavam conversas telefônicas entre as celebridades esportivas e Bem-Te-Vi foram publicadas na revista &lt;i style=""&gt;Isto É&lt;/i&gt; em agosto de 2005; cerca de dois meses depois, na madrugada de 29 de outubro, a polícia executou a chamada Operação Tróia matando o traficante, que comandava o narcotráfico na favela da Rocinha.&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;A principal hipótese trabalhada aqui será a de que algumas ações policiais têm como principal objetivo sua aparição na imprensa. Isso serviria para construir uma imagem pública de eficiência do Estado, na tentativa de compensar suas dificuldades em combater a violência urbana. Uma imagem positiva para se contrapor à realidade negativa. Um artifício espetacular para desviar nossa atenção da inépcia do poder público em lidar com a realidade dos problemas sociais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;(...)&lt;br /&gt; &lt;hr align="left"  width="33%" style="font-size:78%;"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:9;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www.pos.eco.ufrj.br/revista/iconeco/gt3/gt3_thomasoliveira.pdf"&gt;clique para ler o texto na íntegra&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Muitos outros textos que abordam diferentes temáticas ligadas à mídia podem ser encontrados na &lt;a href="http://www.pos.eco.ufrj.br/revista/iconeco/"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-116662638394121224?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/116662638394121224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=116662638394121224&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116662638394121224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116662638394121224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/12/operao-tria.html' title='Operação Tróia'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-116325799196433670</id><published>2006-11-11T13:01:00.001-02:00</published><updated>2006-12-20T12:26:37.610-02:00</updated><title type='text'>Apenas mais um dia nesta terra estranha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1069/3028/1600/Louva%20Deus.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1069/3028/320/Louva%20Deus.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na rua, uma velha, um mendigo, um tiro, um berro, um choro, um sorriso. Ou: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Dá um real vó...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não sou sua avó, seu porco, seu nojento...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vai se foder ô velha! Por que você ta me xingando? E só pedi a porra do dinheiro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...Um tiro... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Haaaaaaaaaaaaaaaaaa - um grito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Isso é pra você aprender a não importunar as pessoas de bem, seu bandido desgraçado! Seu lixo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Hei, aquele cara atirou na velhinha! Deve ser assalto...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não. Foi a senhora que atirou na mão do mendigo. Acho até que mirou na cabeça, mas ele pôs a mão na frente...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Foi tentativa de assalto, só pode! É bom pra esses putos aprenderem a nos deixar em paz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas o cara só pediu dinheiro e a velha deu um tiro nele!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Merda nenhuma. Só pode ter sido assalto.&lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos, se todas sairmos juntas e ficarmos em volta da igreja eles terão que parar de atirar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas mamãe, a senhora está muito cansada, fique aqui dentro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Quieta menina! Vamos, todas unidas. Eles não irão atirar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Concordo! A imprensa está aqui. Eles não poderão atirar em mulheres desarmadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não se afastem umas das outras. Deixem que vejam nossas mãos. Que fique claro que não temos armas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos, vamos. Já estão todas saindo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Alá seja louvado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Alá nos proteja!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mamãe, eles não estão atirando mais. Olhe lá, os soldados israelenses pararam de atirar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Alá seja louvado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Todas juntas, continuem andando. Somos a esperança dos homens que estão dentro da igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Alá! Alá é grande!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...Tum... Tum... Tum-Tum-Tum-Tum-Tum-Tum-Tum-Tum...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Estão atirando em nós! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Acertaram duas! Lá no chão, quem são as duas caídas?! Alá! Oh Alá! Alá! Protejo-nos Alá!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O sangue... o sangue. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mataram, eles as mataram.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Corram.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Oh Alá... O que eles fizeram? Somos apenas mulheres... Oh Alá...&lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Cadê a outra garrafa de uísque? Você quer, por acaso, deixar minhas convidadas de garganta seca?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Claro que não. Já vou buscar doutor. É que aquela morena mais magrinha estava chorando e eu estava tentando acalmá-la...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Traga a garrafa de uísque e mande esta moreninha vir até aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Qual a sua graça filha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- ...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pode falar, ninguém vai fazer nenhuma maldade com você e com suas amigas. Qual o seu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Adriana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Que nome bonito. Quer um gole de uísque?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- ...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Beba, vai se sentir melhor depois que beber um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Adriana, tire a blusa...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Já disse para tirar a roupa sua piranha! Toma pra aprender a me obedecer sua vagabundinha!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Doutor, calma, vai matar a menina deste jeito! É só uma criança, já chega doutor! Pare de bater na menina, por favor...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Feche a porta e saia daqui, só volte quando eu mandar! Ah... mais uma coisinha. Se me interromper mais uma vez, juro que tiro seus filhos do colégio particular e demito você e sua esposa... Agora vá! Se ligarem pro meu gabinete diga que estou em uma reunião muito importante!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-116325799196433670?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/116325799196433670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=116325799196433670&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116325799196433670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116325799196433670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/11/apenas-mais-um-dia-nesta-terra.html' title='Apenas mais um dia nesta terra estranha'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-116197925946230918</id><published>2006-10-27T16:54:00.000-03:00</published><updated>2006-12-20T12:27:56.223-02:00</updated><title type='text'>Lula vs Alckmin</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não acredito que Lula atualmente represente o povo sofrido, infelizmente acho que ele representa o pragmatismo egoísta de quem deu as cartadas certas nas horas certas. Não vejo diferença entre ele e um comerciante que tenha começado a vida profissional como dono de um carrinho de cachorro quente e que hoje seja dono de boates (seja lá como, ou por cima de quem, tenha feito este trajeto). Não percebo em Lula uma vontade de mudar as regras do jogo, mas sim um orgulho incontido de ter conseguido ser um bom jogador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso não quer dizer que eu votaria no Alckmin! Voto nulo, com muita tristeza, mas voto. Não estou jogando meu voto no lixo, mas, justamente, estou me negando a jogá-lo. Não acredito em votar no “menos pior”, esta mentalidade faz de nós o que somos: homens práticos e lógicos (mas onde está a porra da lógica deste mundo miserável?). Acredito em luta e resistência e se isto é loucura, então é a insanidade que me sustenta de pé. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não votarei no "homem do povo" que mostrou raro talento para jogar o jogo sujo do poder, nem no ex-governador paulista com espírito de milico ditador.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;(Quem quiser ler mais sobre o assunto vá ao blog &lt;a href="http://tribunaeletronica.blogspot.com"&gt;Tribuna Eletrônica&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-116197925946230918?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/116197925946230918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=116197925946230918&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116197925946230918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116197925946230918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/10/lula-vs-alckmin.html' title='Lula vs Alckmin'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-116040827917019349</id><published>2006-10-09T12:21:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T09:06:00.490-03:00</updated><title type='text'>A internação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;        - Assine este documento para que possamos iniciar seu tratamento - disse o burocrata, estendendo uma folha de papel e uma caneta ao recém chegado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Mas... mas aqui diz que levarei chicotadas, para só depois poder ser internado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Sim, isso mesmo. Por favor, assine à frente de onde marquei com um X.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Espere um pouco, que loucura é essa? Mandam-me aqui para ser tratado de minha doença e serei chicoteado? E ainda assino um papel concordando com isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Exatamente senhor. Aqui precisamos ter tudo documentado. Esta é uma instituição séria e devemos prestar contas. Por favor, assine para que possamos efetuar sua internação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Isso está errado! O médico... doutor Pinho, não é esse o nome? Quero falar com o médico!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Claro! Falar com o médico é a próxima etapa do procedimento padrão de internação. Você terá uma consulta inicial na qual poderá expor suas dúvidas em relação ao tratamento, mas antes precisa assinar o documento. Somente pacientes oficialmente inscritos podem ser atendidos pelo doutor Pinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Mas se eu assinar vocês irão me chicotear!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Exatamente!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Mas eu estou doente, preciso é de tratamento! Não posso ser chicoteado...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Enquanto não assinar o documento não poderá mesmo, por isso peço que assine logo. Dentro de quarenta e oito minutos se encerrará meu expediente e gostaria de poder arrumar ainda algumas fichas hoje, antes de terminar meu turno. Depois de amanhã será feriado, como o senhor deve saber, e pretendo viajar. Vou ao campo, sabe? Observar pássaros. É um passatempo admirável...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Isto é uma insanidade! Estou falando do meu tratamento e você vem me falar de passeios pelo campo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Exatamente senhor. Preciso que assine logo sua guia de internação para que eu possa adiantar meu serviço. Se deixar todas essas fichas assim em desordem terei que fazer hora extra amanhã e sempre que fico trabalhando por mais tempo do que estou acostumado me dá uma enxaqueca terrível durante a noite. Como poderei observar os pássaros se tiver passado a noite anterior em claro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Pelo amor de Deus, quero saber do meu tratamento! Quero saber que história é essa de chicotadas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- O senhor não fará tratamento algum sem antes assinar este documento à sua frente. E quanto às chicotadas, acredito já ter deixado bem claro que elas também dependem da sua assinatura. Então, por favor, assine o documento...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-116040827917019349?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/116040827917019349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=116040827917019349&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116040827917019349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/116040827917019349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/10/internao.html' title='A internação'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-115800903659845211</id><published>2006-09-11T18:02:00.000-03:00</published><updated>2006-09-11T18:10:36.666-03:00</updated><title type='text'>Lavoura Arcaica</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Alguns acontecimentos são capazes de nos trazer ar fresco aos pulmões quando tudo levava a acreditarmos que o sufocamento era certo. Um destes acontecimentos me atingiu no peito e na cabeça com muita força; foi um impacto revigorante... Um filme... Classifico-o como acontecimento, pois é mais do que um objeto/obra, é muito mais do que o que se costuma chamar de cinema. Possui aura, e sobrevive em nós após o fim da projeção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;O diretor &lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Luiz Fernando Carvalho conseguiu transpor para a tela o texto denso e incrivelmente belo de &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Raduan Nassar. Em cima da arte escrita, criou arte imagética e sonora. Dizer que foi feita uma excelente adaptação do livro para o filme seria injustiça com a equipe do segundo, que deu a luz a uma nova obra artística - não fizeram, apenas, uma mera transposição técnica competente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Estou atrasado em minha crítica, que deveria ter sido escrita em 2001, ano de lançamento do filme. Mas só tive contato com o mesmo ontem à noite. Esta é a vantagem da arte verdadeira e imperecível, que não se acaba no momento do consumo – pois não se deixa consumir: anos após seu lançamento, continua tocando mentes e enchendo pulmões de ar fresco.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a name="Ficha Técnica"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a name="Ficha Técnica"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Ficha Técnica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;             &lt;/a&gt;&lt;em&gt;Título Original:&lt;/em&gt; Lavoura Arcaica&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Gênero:&lt;/em&gt; Drama&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Tempo de Duração:&lt;/em&gt; 163 minutos&lt;em&gt;&lt;br /&gt;             Ano de Lançamento (Brasil): &lt;/em&gt;2001&lt;br /&gt;             &lt;i&gt;Site Oficial:&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.lavouraarcaica.com.br/" target="_blank"&gt;www.lavouraarcaica.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Estúdio:&lt;/em&gt; VideoFilmes&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Distribuição:&lt;/em&gt; Riofilme&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Direção:&lt;/em&gt; Luiz Fernando Carvalho&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Roteiro:&lt;/em&gt; Luiz Fernando Carvalho&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;Produção:&lt;/em&gt; Luiz Fernando Carvalho&lt;br /&gt;             &lt;i&gt;Música:&lt;/i&gt; Marco Antônio Guimarães&lt;br /&gt;             &lt;i&gt;Fotografia:&lt;/i&gt; Walter Carvalho&lt;br /&gt;             &lt;i&gt;Direção de Arte:&lt;/i&gt; Yurika Yamasaki&lt;br /&gt;             &lt;i&gt;Figurino:&lt;/i&gt; Beth Filipecki&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;             &lt;a name="Elenco"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/seta-preta.gif" alt="seta3.gif (99 bytes)" align="absmiddle" height="11" width="11" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Elenco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;             &lt;/a&gt; Raul Cortez&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Selton Mello&lt;br /&gt;             Juliana Carneiro da Cunha&lt;br /&gt;             Leonardo Medeiros&lt;br /&gt;             Mônica Nassif&lt;br /&gt;             Christiana Kalache&lt;br /&gt;             Caio Blat&lt;br /&gt;             Renata Rizek&lt;br /&gt;             Simone Spoladore&lt;br /&gt;             Pablo César Câncio&lt;br /&gt;             Leda Samara Antunes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://thorpo.blogspot.com"&gt;THORPO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-115800903659845211?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/115800903659845211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=115800903659845211&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/115800903659845211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/115800903659845211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/09/lavoura-arcaica.html' title='Lavoura Arcaica'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-115549058538367845</id><published>2006-08-13T14:32:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T15:35:20.630-03:00</updated><title type='text'>Neoniilismo</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102);font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;"Basta se dar conta de sua própria nulidade, subscrever a derrota - e já estamos integrados." (Adorno e Horkheimer. &lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Dialética do esclarecimento&lt;/span&gt;) &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Após uma relativamente longa pausa, volto ao&lt;i style=""&gt; blog&lt;/i&gt;. O problema não é a falta de temas, mas o oposto. Estou sem paz de espírito para escrever algo que não fosse um ataque, porém são tantos os alvos potenciais que fica fácil se perder. Outra dificuldade é a sensação de impotência: De que adianta um golpe quando sabemos que sua força não será suficiente para causar qualquer impacto? Este, aliás, é um dos sentimentos que mais impossibilitam a ação, e mesmo o pensamento&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Vivemos tempos de pensamento único. Só que sob o disfarce de uma época de heterogeneidades de fluxos de idéias e saberes. A contradição é que o pensamento único coopta estas correntes diferenciadas de idéias e as enquadra em um de seus subgrupos. A contracultura se torna pop, o alternativo vira segmento lucrativo da indústria. Os que conseguem manter-se menos contaminados pelas idéias dominantes, se tornam &lt;i style=""&gt;outsiders&lt;/i&gt;, figuras periféricas vistas como párias, loucos, incompetentes, improdutivos, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;inadequados, irrelevantes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Assim nasce a sensação de impotência frente a um mundo que permanece impassível aos nossos protestos, às nossas críticas, ao nosso inconformismo. Sendo assim, nossa revolta vai sendo abortada antes de tomar forma. Não chegamos a qualquer ação contestatória por não conseguirmos, muitas vezes, nem mesmo formularmos pensamentos de contestação. O desânimo nos atinge o peito e as potencialidades de idéias livres são sufocadas. As melhores mentes e os espíritos mais sensíveis de nosso tempo são empurrados para um neoniilismo, e este é um terreno instável e perigoso; berço da violência dirigida ao próximo e a si mesmo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-115549058538367845?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/115549058538367845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=115549058538367845&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/115549058538367845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/115549058538367845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/08/neoniilismo.html' title='Neoniilismo'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-114841633409987679</id><published>2006-05-23T17:31:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T17:32:14.110-03:00</updated><title type='text'>O monge</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;-Senhor, a próxima cela oferece um belo exemplo de como a solidão e a contemplação podem levar um homem a Deus! – falou o magro monge de olhos vivos enquanto apressava os passos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;De uma pequena abertura, coberta por uma espécie de véu metálico, via-se o vulto de um homem sentado de costas para a porta e de frente para a parede oposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Este é o irmão Schultz. Há quase uma década chegou ao mosteiro enviado pelos pais. Era um jovem de corpo forte, mas com a mente contaminada por valores mundanos. Um hedonista. Após muitas conversas reservadas com o abade, finalmente percebeu que os demônios o rodearam e manipularam por toda a vida. Passou cinco anos em isolamento completo e enfrentou os espíritos malignos com todo o poder da alma...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Espere um pouco. Agora que meus olhos se acostumaram à falta de luz, percebo que este homem tem o corpo todo marcado por cicatrizes. O que lhe aconteceu? Porque suas mãos estão neste estado? Porque lhe falta um pedaço da orelha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Como já esperava pela pergunta, o magro monge de olhos vivos não conseguiu esconder um leve sorriso enquanto a respondia ao rico comerciante que tantas benfeitorias já havia patrocinado àquele mosteiro:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Foi muito difícil para ele saber onde acabava o mundo físico e começava o espiritual. Ele próprio se feriu desta maneira. Socava as paredes quando nela enxergava um demônio, tentava arrancá-los à unha quando não saiam por orações. Mas no final venceu a batalha. Hoje há monges daqui que chegam a dizer que ele um dia será reconhecido como um santo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Por favor, abra a porta. Gostaria de conversar com ele a sós...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Desculpe-me senhor, isso seria impossível – a voz do magro monge saiu fraca e tremida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Quero saber o porquê desta impossibilidade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Ele não mais pode falar. Arrancou a própria língua para que nunca mais viesse a proferir uma blasfêmia...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O maior benfeitor do mosteiro interrompeu abruptamente sua visita e retirou-se sem mais nada dizer. Quando a carruagem chegou a sua casa, mandou chamar um de seus empregados e ordenou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Nesta noite, suba a colina com dois ajudantes. Quando chegar ao portão do mosteiro, arrebente as trancas e entre. Espalhe querosene por toda parte e ponha fogo. Mas antes disso, procure o abade e arranque-lhe a cabeça. Mande os seus dois assistentes ficarem do lado de fora e instrua-os para que atirem em qualquer monge que tente fugir de seu encontro com Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E assim foi rompida uma próspera relação entre igreja e comércio, ao menos naquela pequena cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-114841633409987679?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/114841633409987679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=114841633409987679&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/114841633409987679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/114841633409987679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/05/o-monge.html' title='O monge'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-114834770196072944</id><published>2006-05-22T22:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T22:28:21.970-03:00</updated><title type='text'>Do mito à utopia chegamos ao vazio... mas resta a esperança da pandemia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiguidade, tínhamos os heróis - fundadores da realidade por meio do mito. Passado o tempo, com o fortalecimento da ciência, jogamos a mitologia para o lado e miramos, com nossos olhares positivistas e admirados, o futuro utópico. Os heróis, que do passado definiam nossas vidas dizendo quem éramos, foram enterrados pela razão. A razão, apaixonada pela crença em seu próprio poder, projetou no futuro científico o sonho de um mundo de progresso e desenvolvimento.&lt;br /&gt;O tempo (como era de se esperar) passou e com isso veio a decepção. Decepção de vermos que nossa política não acompanhava nossa ciência, que nosso egoísmo continuava tão brutal como nos tempos obscuros. Tecnologia não trouxe menos carga de trabalho, mas sim desemprego. A otimização dos meios de produção não acabou com a desigualdade, mas criou novos faraós. Nasceram impérios com base no suor e na fome da mão-de-obra vinda do campo e recém-transformada em massa. Massa esta, que um dia foi vista como germe de uma possível revolução. Revolução abortada por seus líderes que (como hoje parece ser óbvio que aconteceria, mas que na época foi triste decepção e traição) se enamoraram pelo poder, tornando-o totalitário e terrível. Outra dificuldade para a sonhada revolução foi impossibilidade de transformar massa em conjunto de indivíduos, em força intelectual e física contra um império que se fez gostar disfarçando-se de democracia.&lt;br /&gt;O sistema enfraqueceu a possibilidade de revolta, não com a mão pesada da ditadura, mas com a sedução do consumo. O ter muito facilmente substituiu o ser. O ser não mais conta. O vazio da sobrevivência tomou o lugar do que um dia foi utopia.&lt;br /&gt;Hoje, sem mitos do passado ou utopias do futuro, o homem já nasce cínico. Afunda (pensando flutuar) no vácuo que se tornou essa existência sem fundamento e sem projeção. Vida, dita pós-moderna, sem história (que lhe dê bases de sustentação) e sem esperança (que gere força e possibilidade de ação). Neste limbo, nos distraímos cuidando de sobreviver e desistimos de lutar por não sabermos como.&lt;br /&gt;Mas quem sabe ainda exista esperança. Talvez ainda sem forma definida, mas adivinhada ou imaginada porque sentida ou, ao menos, sonhada (e para nós que até o parágrafo anterior tínhamos o nada, isso já é força!). A esperança é que alguns ainda insistam em pensar. Alguns poucos teimosos se recusam a abrir mão do direito que elaborar novas questões ou de dar voz a antigas. Enquanto houver sussurros e/ou gritos dissonantes há possibilidade de algo que não sabemos o que é, mas que só por não ser senso-comum talvez já valha a pena. Por isso, não vamos subestimar o poder de uma conversa entre amigos inconformados, mesmo que a principio ela pareça (ou mesmo seja) somente catarse. Temos que acreditar na possibilidade de contágio. Não seria assim tão surpreendente se as vozes dos inconformados um dia se multiplicassem, pois antes disso, outras epidemias e pandemias já existiram e sabemos dos estragos que elas podem fazer por mais forte que o sistema imunológico do organismo atingido fosse considerado até então. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-114834770196072944?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/114834770196072944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=114834770196072944&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/114834770196072944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/114834770196072944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/05/do-mito-utopia-chegamos-ao-vazio-mas.html' title='Do mito à utopia chegamos ao vazio... mas resta a esperança da pandemia'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28565330.post-114833889310996084</id><published>2006-05-22T20:00:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T22:44:14.323-03:00</updated><title type='text'>O 607 balança sob 35 graus</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:9;color:black;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:9;color:black;"   &gt;35 graus, sábado, duas e meia da tarde &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:9;color:black;"   &gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:9;color:black;"   &gt;    O 607 balança, treme e pula no ritmo ditado por um asfalto deformado pelo sol carioca. O ônibus pára no ponto, a fila de pessoas que embarcam pára na roleta. O cobrador -um senhor negro, desdentado, cabelos grisalhos- dorme. Boca semi-aberta, corpo pendente, quase um bambu ao vento. Parece que está colado ao banco, caso contrário cairia. A primeira da fila, menina nova, fica sem ação: parece não saber se passa pela roleta ou espera o senhor despertar. Não tem coragem de acordá-lo, envergonha-se por ele. A fila a pressiona, as pessoas começam a reclamar. Um garoto de uns 15 anos toma a frente, mas também se detém em frente à roleta e o cobrador continua em seus sonhos. Por um momento, todos no ônibus olham para o pobre preto velho, torto, como que pedindo –em silêncio- que ele acorde. Finalmente o rapaz o cutuca na perna e, de muito longe, o cobrador volta ao ônibus da linha 607. Sorrindo sem graça, pedindo desculpas com o olhar, o velho recebe-o-dinheiro-dos-passageiros-faz-as-contas-devolve-o-troco, repetidamente, repetidamente, repetidamente... Quando o último passa, seus olhos se fecham e de forma extremamente rápida ele volta a dormir. 35 graus, sábado, duas horas e quarenta e um minutos da tarde. O 607 balança, treme e pula no ritmo ditado por um asfalto deformado pelo sol carioca. O cobrador, um senhor negro, desdentado, cabelos grisalhos, dorme. Boca semi-aberta, corpo pendente, quase um bambu ao vento. Parece que está colado ao banco, caso contrário cairia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28565330-114833889310996084?l=thorpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thorpo.blogspot.com/feeds/114833889310996084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28565330&amp;postID=114833889310996084&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/114833889310996084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28565330/posts/default/114833889310996084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thorpo.blogspot.com/2006/05/o-607-balana-sob-35-graus_22.html' title='O 607 balança sob 35 graus'/><author><name>THORPO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08394122325130204634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://spf.fotologs.net/photo/31/11/92/thorpo/1169405506_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
